Jhulia Avila, de 28 anos, tornou-se motorista canavieira após uma vida marcada por violência e superação. A história começa na infância em Franca, SP, e ganha contornos de luta por independência desde jovem.
Aos 17 anos descobriu a gravidez de Aline e precisou deixar o lar. O casamento com o então parceiro trouxe violência psicológica e física, além de resistência para que ela seguisse a carreira de motorista. Ela enfrentou pressões familiares e sociais.
Começou a aprender automação e condução em segredo, após poupar dinheiro para a autoescola. Contou com apoio financeiro limitado do pai e enfrentou traições, conflitos e ameaças do parceiro, que dificultavam seu sonho.
Deixou o lar com as filhas, levando apenas a trouxinha de roupas e a televisão. Morou em Batatais, próximo aos pais, enfrentando dificuldades financeiras, mas contando com auxílio emergencial e trabalho informal para sustentar as crianças.
Jornada até o sonho
Durante o período de reconstrução, Jhulia conquistou a habilitação das categorias D e E, permitindo dirigir veículos de maior porte. Em seguida, tornou-se instrutora de autoescola, abrindo caminho para sua inserção na Usina Batatais.
Ela ingressou na empresa onde sempre quis trabalhar em março de 2025, exatamente cinco anos após chegar à cidade com as filhas. Hoje atua no bate-volta, aprendendo operações de carga, descarga e manobras no campo.
Agora, com casa própria ao lado do marido Lucas, mãe de Henrique, de dois anos, e de Aline, de 11, ela planeja seguir dirigindo na área rural. Jhulia celebra a estabilidade conquistada e a satisfação de ver as filhas orgulhosas.
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