Camila Yunes Guarita, consultora de arte, relata como a maternidade transformou sua percepção sobre arte e o papel da atenção plena. A experiência do parto trouxe uma mudança abrupta, conectando corpo, vulnerabilidade e criação no sentido literal.
A mãe de Antonio Bernardo, 1 ano, enfatiza que o vínculo com o filho redefiniu a relação com o trabalho. Segundo ela, arte passou a ser também herança a ser transmitida, não apenas profissão, mas legado estético para a família.
Essa transformação nasceu no momento do parto, quando Camila descreve sentir o corpo de forma intensificada e perceber estar participando de algo maior. A experiência ampliou o modo de olhar para as obras e as linguagens artísticas que as cercam.
Rituais de presença e escolhas
Ela afirma que a presença é qualidade, não quantidade de horas, e que não tenta dividir mundos, mas sobrepô-los de forma intencional. O filho acompanha Camila a atividades como ginástica e aulas de francês, em uma integração planejada.
Além disso, Camila criou rituais inegociáveis no final do dia: o jantar e a hora de dormir do bebê, momentos considerados prioritários diante de compromissos profissionais. Esses hábitos funcionam como eixo de sua rotina.
A executiva comenta que a maternidade ensinou a tomar decisões rápidas e priorizar o essencial, reduzindo ansiedade. Essa clareza, diz, veio da prática diária de lidar com o imprevisível, tanto no mercado de arte quanto na vida familiar.
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