O Financial Times afirma que Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, pode colocar em risco a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. A reportagem britânica aponta que a obra, em inglês e com elenco norte-americano, seria alinhada à campanha de Flávio.
Segundo o FT, a produção já seria apresentada como uma aposta para o espaço político do filho do ex-presidente, que busca consolidar vaga no núcleo da direita brasileira. A obra é descrita como uma comédia de erros antes mesmo da estreia.
O jornal também cita que Flávio negociou recursos para o filme com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por suspeita de fraude. O senador afirma ter conhecido Vorcaro antes das suspeitas públicas e nega qualquer troca de favores.
Controvérsia financeira e desdobramentos
Flávio confirmou ter visitado Vorcaro no fim de 2025, pouco após a saída do empresário da prisão com tornozeleira. A intenção, segundo o senador, era encerrar o assunto e buscar outro investidor em caso de necessidade.
O Intercept Brasil revelou o eventual compromisso de US$ 24 milhões para o filme. Em resposta, Flávio informou que Vorcaro investiu US$ 12 milhões em um fundo ligado ao projeto e que a produtora havia negado verba direta.
A produção teve a participação de Mario Frias, deputado bolsonarista, que revisou o entendimento sobre a relação com Vorcaro. Dirigido por Cyrus Nowrasteh, o filme tem Jim Caviezel no papel de Bolsonaro, com roteiro vazado em 2025.
O FT também menciona que Steve Bannon pretende divulgar a produção nos Estados Unidos. A reportagem cita impactos eleitorais, incluindo pesquisas que mostravam Flávio próximo de Lula antes das revelações. Binnen houve contestação jurídica da equipe dele sobre as informações da AtlasIntel.
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