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Site que desafia usuários a moggar rivais por webcam viraliza

Omoggle coloca usuários em duel de aparência via webcam, usando a Escala PSL; tema levanta debates sobre misoginia online e impactos em plataformas de streaming

Site que viralizou nas redes sociais coloca jovens e adolescentes para fazer 'disputas de aparência' com outros
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  • site Omoggle propõe duelos de aparência via webcam, em que dois usuários disputam quem tem o look mais perfeito, segundo a Escala PSL.
  • a PSL avalia traços faciais como fissura palpebral e proporção entre nariz e rosto, classificando os participantes em um ranking de “mogging”.
  • a classificação tem origem em comunidades ligadas a incels, com termos como sub3 e molécula, associadas a visões misóginas e antifeministas.
  • a popularidade aumentou com transmissões na Twitch desde cinco de maio, levando a mudanças na política da plataforma para liberar bate-papos por vídeo.
  • a Twitch recomenda cautela aos usuários e orienta que saiam do bate-papo se surgirem conteúdos inadequados, destacando que a medida busca ampliar opções para criadores.

O site Omoggle ganhou notoriedade ao propor duelos de aparência entre pessoas que se veem pela primeira vez através da webcam. A página usa a chamada Escala PSL para classificar traços faciais e definir quem tem o “look mais perfeito” na disputa. A ideia é simples: dois perfis competem, e a vitória vem pela aparência.

Usuários, em sua maioria streamers, participam em massa das partidas. O ranking do Omoggle aplica pontos conforme vitórias ou derrotas, destacando quem consegue humilhar o oponente apenas pela aparência segundo a escala. O formato ganhou viralização em redes sociais e nas transmissões ao vivo.

O boom começou a ganhar força após a Twitch permitir transmissões com o Omoggle no dia 5 de maio. A mudança ampliou o alcance do recurso entre criadores de conteúdo, influenciando ainda o debate sobre políticas de uso em plataformas de streaming.

Contexto e controvérsias

A Escala PSL é associada a comunidades que discutem masculinidade e, em alguns casos, promovem visões misóginas. As classificações vão desde termos como subumanos até categorias como molécula, gerando críticas sobre a normalização de padrões de beleza e humilhação.

A origem da PSL envolve sites associados a comunidades da internet que discutem incelismo, o que alimenta debates sobre ética e impacto social. Críticos apontam riscos de incentivar discursos hostis e discriminação com base na aparência.

Segundo o The Guardian, a prática levanta preocupações sobre o uso de parâmetros que promovem estereótipos. A discussão inclui a forma como plataformas de vídeo lidam com conteúdo envolvendo comparações de aparência e humilhação entre usuários.

A Twitch informou que a alteração de política busca ampliar opções para criadores de conteúdo. Em comunicado, a empresa destacou a necessidade de cautela e orientação para evitar conteúdos potencialmente prejudiciais. Em situações problemáticas, a recomendação é encerrar a interação rapidamente.

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