Larissa Mauro, atriz brasiliense com 18 anos de carreira, estreou na teledramaturgia com participação especial em Quem ama cuida. Ela vive a mãe resgatada de uma enchente, cuja morte do herói Carlos, interpretado por Jesuíta Barbosa, impacta a história de Adriana, interpretada por Letícia Colin. A cena teve grande carga emocional.
A atuação exigiu técnica e entrega. Larissa acompanhou relatos de enchentes recentes e vídeos de vítimas para compor a fragilidade da personagem Alzira, mãe que ressurge após o trauma. A artista buscou ver a dor e a força das sobreviventes em seu trabalho.
A trajetória de Larissa inclui formação em teatro pela UnB, mestrado em atuação na East15 (Londres) e passagem pela GITIS (Moscou). Ela se define como artista pesquisadora, buscando verdade cênica acima da técnica em cada personagem.
Formação e método de trabalho
A pesquisadora que atua na TV destaca que o segredo das cenas é ver o ser humano por trás da personagem. Em Londres entendeu Shakespeare; em Moscou, a técnica de Michael Chekhov desafia a atuação. Para TV, prioriza a entrega autêntica.
O envolvimento com o elenco mirim e o preparo é uma das funções que ela divide com Fernanda Rocha. Juntas, criaram o projeto Meu pequeno ator, voltado a crianças e famílias. A ideia é ampliar a atuação audiovisual sem perder a espontaneidade.
Projetos e ações paralelas
Além de atuar, Larissa prepara elenco para projetos como Chico Bento e Goiabeira Maraviósa e Carolina Maria de Jesus. Em 2020 dirigiu, roteirizou e atuou em Vírus, autoficção sobre a busca por identidade como mulher negra. O trabalho ganhou menção honrosa em Brasília.
Recentemente, integrou o elenco da série Emergência radioativa, da Netflix, no papel da enfermeira Nádia. A obra ficou por duas semanas no topo da lista internacional da plataforma. O filme A natureza das coisas invisíveis, disponível na Netflix, também figura entre marcos de sua trajetória.
De Brasília para São Paulo e caminhos atuais
A Andaime Cia de Teatro, cofundada por Larissa na UnB, completa 19 anos em 2026. A companhia investiga espacialidade e aproximação com o público, com ocupações de espaços não convencionais. A atriz afirmou que a mudança para São Paulo abriu novas oportunidades.
Ela ressaltou que a cidade oferece maior visibilidade e circulação de conteúdo audiovisual. Em Brasília, reconhece o valor da raiz, mas aponta que o mercado local não oferecia o mesmo leque de oportunidades. Em apoio aos jovens artistas, aconselha organização, estudo contínuo e produção de projetos.
Entre na conversa da comunidade