A obra Replikka, um documentário sobre a gruta sagrada Kamukuwaká, une tecnologia de ponta a saberes indígenas. O filme aborda a história, a perda e o renascimento do espaço cerimonial do povo wauja, no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso.
Dirigido pela produtora Heloísa Passos e pelo comunicador Piratá Wauja, o curta estreia na 15ª Mostra Ecofalante de Cinema, em São Paulo, com sessão prevista entre 28 de maio e 10 de junho. A obra compete na categoria Territórios e Memória.
Premiações e reconhecimentos internacionais
Em 2 de maio, Replikka ganhou o prêmio de melhor curta documental internacional no Hot Docs, em Toronto, abrindo caminho para a candidatura ao Oscar. Antes, o filme foi distinguido como melhor curta ibero-americano no Guadalajara International Film Festival, no México.
Contribuições e contexto histórico
A narrativa releva o vandalismo de 2018 na gruta Kamukuwaká, destruindo petróglifos milenares em meio a conflitos entre indígenas e fazendeiros. A área ficou fora dos limites na demarcação do Xingu, em 1961, favorecendo o avanço de estruturas do agronegócio.
Processos de preservação e parceria
Em 2016, o Iphan tombou a gruta pela importância das gravuras rupestres, que registram atividades tradicionais como pesca, convívio familiar e caça. A réplica da gruta foi criada com apoio do People’s Palace Projects, de Londres, em parceria com a Factum Foundation, da Espanha.
Verdadeira dimensão do projeto
A réplica, produzida em Madri com materiais como isopor e resina, mede oito por quatro metros e ficou exposta na aldeia Ulupewene, no Centro Cultural e de Monitoramento Territorial. A cerimônia de inauguração ocorreu em outubro de 2024, com participação de lideranças espirituais wauja.
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