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Backrooms: como o horror da arquitetura sombria é retratado

Portal em porão transforma showroom em cenário de horror arquitetônico, levando o público a espaços liminares cheios de mistério e ausência de explicação

Chiwetel Ejiofor in Backrooms.
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O filme Backrooms mostra uma jornada de horror arquitetônico ao transformar espaços comuns em vilões de horror. Dirigido por Kane Parsons, a história acompanha Clark, um ex-arquiteto que virou proprietário de loja de móveis, ao encontrar um portal para os chamados backrooms no subsolo de sua showroom. O enigma é explorado com tom de thriller e busca explicar a origem do espaço misterioso.

Clark é interpretado por Chiwetel Ejiofor, enquanto a terapeuta de Clark, Dr Mary Kline, é vivida por Renate Reinsve. A produção é associada ao selo A24, conhecido por thrillers de atmosfera tensa. O filme nasce a partir de uma série de curtas no YouTube criados por Parsons, usando apenas Blender e After Effects, que ganharam versão de longa-metragem mantendo a linguagem visual original.

Backrooms transporta o universo da ficção para ambientes de escritórios, shoppings vazios e outros cenários liminares. O enredo enfatiza a sensação de ausência e de espaço inacabado, sem revelar quem governa o lugar ou quais regras regem a passagem entre portas e corredores. A proposta é explorar o medo que surge do que não se vê nem se entende plenamente.

A narrativa recorre a referências de horror arquitetônico e de filmes de giallo, como Suspiria e Inferno, em que o prédio se torna o astro do medo. A atmosfera de banalidade — tetos drop, iluminação fluorescente e mobiliário padrão — intensifica a inquietação ao longo da investigação de Clark e da Dra. Kline sobre a origem do espaço.

Backrooms já está nos cinemas, com lançamento voltado a público amplo. A produção destaca o interesse do jovem diretor em analisar leis do universo e a sensação de burocracia infinita que o espaço sugere. O filme continua a explorar a relação entre o horror e a arquitetura como motor dramático.

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