Matías Aguayo retorna à vibração vocal com Anenoa, álbum que mistura ritmos latinos, ghetto house e trance em faixas de pista. A obra marca o retorno dele ao microfone após 2019, com suspense rítmico e energia dançante.
Aguayo expõe vocais mutáveis em composições de alta cadência, que vão de falsete a trechos falados com espontaneidade. O destaque inicial Sentimientos Encontraos cria um gancho hipnotizante com repetição do título.
Em Asuka, Rock, Roll, a influência do ghetto house aparece em vocais emocionais, enquanto Avestruz en Veracruz transforma a voz em tonalidade grave sobre batida intensa. La Heredera mescla synth pop dos anos 80 com vozes de Iarahei e Camille Mandoki.
A sonoridade do álbum privilegia jogo vocal e humor sonoro, alternando timbres agudos com compasso marcado. The Beat, com menção aos instrumentos de percussão, ganha energia contagiante e convida à pista.
Outras novidades
A região britânica e árabe ganha destaque com Natacha Atlas e Samy Bishai em Parallel Universe Volume 1 (Airfono), mesclando vocais árabes com trilhas variadas, desde trip-hop magrebino até trap bass.
Cinna Peyghamy, com Music for Tombak & Synth (Other People), cria mundos sonoros artificiais a partir do tombak persa, gerando pressão de pista com graves e toques de harpa. Ali Sethi e Gregory Rogove lançam Room Jhoom, trabalho minimalista que valoriza a voz clássica aliada a bateria eletrônica.
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