Londres — chega à Apple TV a série Star City, que revela o complexo militar ultrassecreto onde treinavam cosmonautas na era da corrida espacial. O foco é espionagem e sigilo que cercavam a Cidade das Estrelas, nos arredores de Moscou, hoje conhecida como Zvyozdny Gorodok.
A produção é um desdobramento de For All Mankind, que imagina a vitória soviética na missão lunar. Embora apresentada como ficção, a premissa mergulha em acontecimentos históricos, trazendo figuras como Armstrong, Aldrin e o engenheiro von Braun em referências indiretas.
Segundo Ben Nedivi, um dos criadores, Star City difere pela presença de segredo, inteligência e voyeurismo. A série busca a sensação de observar o programa espacial russo como se fosse uma janela, sem seguir formatos tradicionais de espionagem.
Star City foi concebida com base em pesquisas sobre o Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin. A narrativa retrata vigilância da KGB sobre cosmonautas e cientistas, incluindo casamentos forçados para manter imagens públicas sob controle.
Contexto histórico e ficcional
A trama explora o isolamento dos participantes e um clima de paranoia que rondava a cidade fechada. Registro histórico aponta que muitos eventos eram moldados pelo Estado para propaganda, com consequências profundas para quem vivia ali.
A série destaca que o alcance da vigilância ultrapassava o espaço, chegando a esconderijos e casas grampeadas. O ambiente é apresentado como instrumento de controle sobre a vida pessoal dos envolvidos.
Perspectivas dos criadores
Wolpert ressalta que a obra também desenterra aspectos pouco explorados da experiência soviética, como riscos de trabalho e decisões sob pressão. Murphy acrescenta que o maior perigo, na visão dele, está no solo, não no espaço.
A produção combina elementos de drama e história, conectando a atmosfera de espionagem de Star City a referências culturais, sem se apoiar exclusivamente em ficção científica tradicional.
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