O filme Backrooms: Um Não-Lugar estreou nos cinemas pela A24 e já quebrou recordes. A produção, dirigida por Kane Parsons aos 20 anos, arrecadou US$ 118 milhões no seu fim de semana de estreia, tornando-se a maior abertura do estúdio até hoje e o maior lançamento de terror de 2026.
A origem do conceito remonta a uma foto publicada na internet em 2002, associada a um ambiente vazio com carpetes amarelados. Em maio de 2019, um post em 4chan semeou a ideia de um espaço infinito de salas amareladas, com zumbido das lâmpadas e sensação de estranheza. Assim nasceu o culto digital dos Backrooms.
A foto em si só foi rastreada em 2024, revelando que registrava a reforma de um espaço de uma loja de móveis em Oshkosh, Wisconsin, em 2002. O local estava sendo preparado para receber uma unidade da HobbyTown, com divisórias e iluminação fluorescente que ajudaram a typificar o ambiente.
A viralização e o conceito de espaço liminar
A ideia ganhou força ao explorar o conceito de liminal spaces, locais de transição vazios que evocam nostalgia e desconforto. Corredores de escolas abandonadas e escritórios desocupados passaram a compor um vocabulário visual presente em diversas obras.
A psicologia aponta que o cérebro constrói mapas cognitivos a partir de ambientes familiares. Quando confrontado com espaços vazios, o cérebro reage com estranhamento, o que alimenta o culto por imagens que parecem reais, mas não o são.
Do fórum à produção audiovisual
Os fãs criaram um vasto universo de conteúdos, com muitos níveis de Backrooms, entidades misteriosas e regras próprias. A ideia passou a integrar formatos variados, como curtas, jogos e vídeos, de modo colaborativo, sem dono único.
A trajetória do projeto ganhou impulso com o curta The Backrooms (Found Footage), de Kane Parsons, produzido com Blender e After Effects. O filme consolidou a passagem da lenda urbana para o cinema, com financiamento de US$ 10 milhões.
Entre na conversa da comunidade