O segredo para misturar madeiras de diferentes tons em um ambiente é escolher a leitura de luminosidade e temperatura do material, não apenas a espécie. Arquiteto Rogério Shinagawa orienta: claras, médias e escuras; quentes ou frias ajudam a criar relações visuais entre piso, marcenaria e mobiliário.
Segundo Shinagawa, a combinação depende do equilíbrio entre as madeiras. Mesmo tons próximos podem não combinar se houver contraste de temperatura entre eles. O objetivo é entender como cada peça dialoga com as demais para evitar dispersão visual.
A leitura das tonalidades
O arquiteto Jean de Just afirma que variações de madeira criam contraste elegante. A ideia é variar, mantendo equilíbrio, para evitar um resultado monótono. Teresa de tons diferentes pode tornar o espaço mais legível, enquanto o neutro pede menos contraste.
Guia de prática para projetos
Vanessa Ribeiro, da Quattrino Arquitetura, aponta que tons distintos deixam o ambiente orgânico e aconchegante. O caminho recomendado é usar de dois a três tons: dominante, complementar e pontual, com o piso como base para orientar as demais tonalidades.
Entre na conversa da comunidade