Paul Stanley, hoje vocalista e guitarrista do Kiss, relembra o momento que o fez decidir seguir a carreira na música. Nascido Stanley Bert Eisen, ele cresceu em Nova York nos anos 60 e enfrentou bullying por nascer com microtia na orelha direita. A paixão pela música veio cedo, fortalecida pela influência da família e pela variedade de estilos que o cercava.
Em agosto de 1969, aos 17 anos, Stanley foi assistir a um show de uma banda britânica emergente que começava a redefinir o rock pesado: Led Zeppelin. A apresentação de Robert Plant e Jimmy Page foi descrita como um divisor de águas, algo que o levou a desejar tornar-se um rockstar. O impacto foi intenso e marcante, segundo ele, gerando uma sensação de humildade diante do que presenciou.
Do encontro com Gene Simmons à formação do Kiss
Pouco tempo depois do show, Stanley conheceu Chaim Witz, que adotaria o nome Gene Simmons. Juntos, eles deram início a projetos que não prosperaram inicialmente, incluindo Rainbow e Wicked Lester, que chegou a gravar um álbum que nunca foi lançado pela Epic Records. A perseverança da dupla acabou abrindo caminho para a formação do Kiss, em 1973, com Ace Frehley e Peter Criss.
Stanley afirma que, mesmo que o Kiss não tenha alcançado o mesmo nível do Led Zeppelin, o aprendizado foi fundamental. A banda passou a estruturar composições com introduções, versos, refrões e pontes, elementos que, segundo ele, ajudam a entender as raízes do grupo. Ele cita influências que vão de The Beatles a Motown, passando por artistas como Little Richard, Chuck Berry e Carole King, destacando a construção de uma linguagem musical comum entre grandes nomes da época.
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