A ilha de Okunoshima, situada no Mar Interior de Seto, na costa de Hiroshima, tornou-se conhecida como a ilha dos coelhos no Japão. Ao desembarcar, centenas de animais se aproximam dos visitantes, farejam sacolas e aguardam comida em meio a praias serenas e trilhas arborizadas.
A população de coelhos varia entre centenas e mais de mil, dependendo da época. O território não tem predadores naturais significativos e cães ou gatos são proibidos, o que favorece a aproximação entre bichos e pessoas. O encanto viralizou após vídeos de 2014.
História por trás da ilha
Entre 1929 e 1945, o Exército Imperial Japonês manteve uma instalação secreta de armas químicas em Okunoshima, o que levou o governo da época a excluir a ilha dos mapas. O local abriu o Okunoshima Poison Gas Museum em 1988, exibindo documentos, equipamentos de proteção e relatos de trabalhadores.
A versão mais aceita sobre a origem dos coelhos afirma que um grupo de estudantes soltou animais na década de 1970, dando início à população atual. Pesquisas genéticas indicam que outros abandonos ao longo dos anos incrementaram a diversidade.
Turismo e bem-estar animal
O sucesso turístico trouxe desafios para a fauna. Os visitantes, em muitos casos, dependem de alimentação fornecida. Orientações oficiais de turismo de Hiroshima tratam de transporte e cuidados com a fauna em inglês.
Práticas recomendadas para quem visita:
- não oferecer alimentos processados;
- cuidar para não colocar riscos nas trilhas;
- respeitar o espaço dos animais, evitando pegá-los no colo.
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