O guitarrista William Reid, do Jesus and Mary Chain, criticou o estilo de tocar rápido na guitarra e afirmou que esse approach atrapalha a expressão musical. A declaração veio durante uma entrevista publicada pelo Stereogum, vinculada ao festival Total Bummer, em Nova York. O comentário contrapõe a visão de quem exalta a técnica veloz dos anos 70 e 80.
Jim Reid, vocalista da banda, reforçou a ideia de que nem sempre mais equipamento significa mais criatividade. Ele disse que menos dependência de gear pode estimular a imaginação no estúdio, tornando-se um desafio criativo para os músicos. A fala também abriu margem para comparar técnicas distintas de guitarristas, incluindo Eddie Van Halen.
A polêmica envolve a crítica ao que muitos chamam de shoegaze. Jim Reid afirmou, em tom contestatório, que o rótulo foi criado por uma publicação britânica e que o termo não representa a prática de todos os artistas associados à cena. Pela entrevista, a banda é apontada como pioneira do estilo, mesmo sem aceitar o rótulo dominante.
Shoegaze não existe
A dupla de irmãos enfatizou que, na prática de palco de seus tempos, a estética era marcada por uma postura de palco desconfortável, não por uma nomenclatura específica. Em Nova York, os Reid destacaram que o interesse da banda sempre foi pela expressão direta, sem depender de definições externas.
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