Pene Pati, tenor samoano, hoje domina palcos de ópera como La Scala e a Metropolitan Opera, em Nova York. O documentário Tenor: My Name is Pati acompanha sua trajetória, desde a infância em Upolu até o estrelato. A trama mostra a superação de barreiras culturais.
A produção tem estreia no Sydney Film Festival, com sessões previstas para 6 e 8 de junho. O filme destaca o apoio da família, a formação musical no Chile e o papel de grandes maestros na consagração do artista. A obra integra a programação da mostra.
Pati nasceu em 1987, na Samoa, e migrou com a família para Auckland, na Nova Zelândia, ainda jovem. O caminho incluiu o grupo Sol3 Mio, que juntou irmãos e primo, antes de o tenor optar pela carreira solo. A decisão envolveu sacrifícios familiares.
A força de sua voz é destacada por colegas: Golda Schultz chama o talento de extraordinário, enquanto Guilio d’Alessio o apresenta como a revelação de sua geração. O regente Marc Minkowski afirmou ver nele uma renovação de Pavarotti.
No documentário, o artista recorda críticas recebidas no início da carreira, quando lhe dizem que “não é para você”. Ele explica que decidiu provar o contrário, mantendo o foco na emoção que transmite ao público.
A relação entre a vida pessoal e a carreira também é retratada, com a esposa Amina Edris acompanhando a agenda internacional. Em entrevistas, o casal fala sobre apoio mútuo e os desafios de manter a voz afinada em turnês globais.
Para além do filme, Pati prevê apresentações em palco com a irmã Amitai e o sonho de abrir portas para novos talentos pacíficos da região. O cinema apresenta a história de perseverança que moldou o cantor, sem juízos de valor.
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