Ainda que o palco tenha silenciado para Michael Jackson desde 2009, o seu império artístico segue crescendo. A cinebiografia Michael, dirigida por Antoine Fuqua e estrelada por Jaafar Jackson, já soma US$ 788 milhões em bilheteria global. O filme estreou em 23 de abril e figura como a segunda maior bilheteria de 2026 até agora.
O sucesso não só celebra a vida do Rei do Pop, como fortalece o espólio do artista. A produção impulsiona receitas e amplia o alcance de um legado que já movimenta recursos bilionários. A cinebiografia é apontada como catalisadora de novos ganhos para a família e a gestão de direitos.
Impacto financeiro e legado
A Forbes estimou, no ano anterior, que o espólio faturou US$ 105 milhões, reforçando a posição entre os mais lucrativos de artistas falecidos. Na época da morte, Jackson tinha US$ 570 milhões em ativos contra US$ 331 milhões em passivos.
O conjunto de receitas envolve mais que música. Documentários, trilhas sonoras, DVDs e licenciamentos já geraram centenas de milhões de dólares, alimentando um ecossistema de produção ao redor do universo do artista.
Distribuição de direitos e herdeiros
O testamento de 2002 nomeia Katherine Jackson e os filhos Prince, Paris e Blanket como beneficiários, com disputas legais sobre valores ainda em curso. Bubbles, o chimpanzé de estimação, é lembrado entre os herdeiros inusitados, recebendo uma mesada anual de US$ 25 mil.
O Rancho Neverland foi vendido por US$ 22 milhões, abaixo das estimativas de US$ 100 milhões antes das controvérsias que rondaram o artista. O cenário financeiro atual aponta para recuperação de posição, impulsionada pela bilheteria da cinebiografia.
Perspectivas futuras
Especialistas indicam que o fluxo de royalties musicais continua a sustentar o patrimônio. A expectativa é de que o espólio mantenha relevância cultural e lucrativa, com novas atividades associadas ao universo de Michael Jackson e aos lançamentos derivados da obra do artista.
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