Kyung-Me surpreendeu o público ao alterar radicalmente o rumo de sua obra. Depois de passar anos desenhando mulheres presas em labirintos, a artista mudou o foco para a pintura, buscando soltura e fluidez.
A mudança ocorreu após ela perceber que dedicava uma década a representar espaços fechados, o que começava a afastá-la da própria prática. O cansaço físico e a sensação de repetição apontaram o caminho para outra linguagem.
Ela descreve a transição como um desejo de desfazer rigidões, aprender algo novo e buscar equilíbrio entre energias opostas. Foi então que ingressou em uma aula de pintura e encontrou na filosofia de Sungsook Setton um norte para o trabalho.
Nova fase criativa
O novo trabalho de Kyung-Me abandona a geometricidade anterior em favor de grandes giras de girassóis pintados com aquarela e nanquim. As obras exaltam cor, movimento e uma sensação de improviso controlado.
As pinturas atuais são criadas de forma rápida e intuitiva, com decisões tomadas no momento da aplicação. Em cada quadro, a artista busca capturar brilho e sombra em uma única forma central, que irradia energia.
A série recente, exposta nesta temporada na galeria Bureau, em Nova York, usa repetição de formas e cores para transmitir fertilidade de expressão. A técnica combina traços soltos com camadas de pigmento para criar presença gestual.
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