Gintė Preisaitė lançou Instruments of Forgetting and the Singing Bone, seu primeiro trabalho solo com o próprio nome. A produção reúne técnicas de improvisação e composição para grandes ensembles, mesclando instrumentos como piano, voz e eletrônica. A artística é oriunda da Lituânia e integrou o circuito do Rhythmic Music Conservatory, em Copenhague.
O conservatório tem ganhado notoriedade por um som etéreo, que reinterpreta instrumentação clássica e canção pop. Preisaitė segue a tradição de ex-alunos da instituição, incluindo ML Buch, Astrid Sonne e Erika de Casier, trazendo uma leitura própria à linha de pesquisa sonora.
O álbum apresenta oito faixas que evoluem de maneira gradual, por meio de uma montagem de sons e efeitos. A gravidade do trabalho aparece com a incorporação de corais de cordas, madeiras e fitas, criando uma atmosfera densa e imprevisível.
Explorando o vocais e a construção sonora
A abertura Vigilance começa com drones sustentados, ganhando pouco a pouco sons de pássaros e glitch eletrônicos. A voz surge na segunda metade, inicialmente clara, depois fragmentada e envolta em névoa.
Faixas como Summary Saint Mary e I Constantly combinam instrumentos que rangem e batem junto a ruídos em camadas, reforçando o clima experimental. Nippon Dreams sugere uma viagem de Japão, com percussões, sons encontrados e um toque arhítmico.
Deepen se destaca pela repetição melódica envolta em dissonância, com vocais contidos e guitarras que lembram Smerz e Blonde Redhead. A aeroporto apresenta um breakbeat distorcido, ampliando a gama rítmica do disco.
Day coloca o piano no centro, marcando uma virada clara na dinâmica do conjunto. Esses momentos evidenciam a habilidade de Preisaitė como compositora e sua capacidade de navegar entre experimentalismo e canção.
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