Backrooms chegou às telas como a evolução de um medo online: o espaço liminar de transição entre ambientes. O filme estreou em 28 de maio no Brasil, após ganhar fôlego no YouTube.
A produção adapta uma ideia criada em 2019 a partir de imagens inquietantes postadas em 4chan. A narrativa envolve um vendedor de móveis e uma terapeuta, em uma loja que leva aos backrooms.
O projeto ganhou impulso quando a A24, estúdio conhecido por filmes de terror, recrutou o criador Kane Parsons, hoje com 20 anos, para dirigir. O orçamento foi de cerca de US$ 10 milhões.
Do YouTube à tela grande
Parsons, então adolescente, viralizou com uma série no YouTube que popularizou o conceito. O filme utilizou um cenário de aproximadamente 2,8 mil metros quadrados para ampliar a atmosfera criada na série.
A estética e a cinegrafia incluem referências ao primeiro vídeo de Parsons, Found Footage, que soma dezenas de milhões de visualizações. A produção destaca uma abordagem mais realista.
Chiwetel Ejiofor atua como Clark, um vendedor de móveis com problemas após o fim do casamento. Renate Reinsve interpreta Mary, terapeuta que ajuda a personagem a encarar traumas.
Contexto e recepção
Partes da história exploram saúde mental e trauma, com a ideia central de que os backrooms testam a memória e a percepção dos personagens. O filme também dialoga com o papel das redes na construção de temores.
Órgãos de indústria destacam a força de conteúdos gerados online ao impulsionar projetos de cinema de alto orçamento modesto. O filme já figura entre lançamentos que nasceram na internet.
Entre na conversa da comunidade