O documentário The Alien Autopsy Scandal revela a origem de um dos maiores boatos da ufologia. Em 1995, um filmado supostamente original de uma autópsia extraterrestre ganhou notoriedade mundial. A obra desvenda como o material foi criado, em Londres, no início dos anos 90.
A produção mostra que Ray Santilli e Gary Shoeshield (Shoehield) foram os idealizadores. Eles afirmam ter comprado o filme original de um soldado que serviu em Roswell, em 1947. Por danos de oxidação, decidiram refazer parte do material, segundo a narrativa apresentada.
O filme da autópsia do alienígena foi produzido em um flat de Camden, em Londres. Um escultor, ligado ao programa Doctor Who, construiu o alien e um mágico realizou as filmagens. O resultado utilizou órgãos animais, incluindo cérebro de cordeiro, para conferir realismo.
Os produtores mantinham que o cinegrafista era real, apesar de a identidade dele ser contestada. Ao serem questionados por repórteres, chegaram a apresentar relatos divergentes sobre o testemunho, segundo o documentário. A filmagem original ficou sob controvérsia por décadas.
O que aconteceu e quem esteve envolvido
Santilli, descrito no material como empresário musical, alega ter obtido o filme original de um militar de Roswell. Shoehield, colega de negócios, ajudou a financiar e coordenar a produção. A dupla também envolveu um cinegrafista anônimo, posteriormente apresentado como veterano na narrativa.
A repercussão e a trajetória do boato
A história ganhou ampla cobertura da imprensa mundial na época de lançamento, em rede de TV e revistas. A repercussão ajudou a consolidar a ideia de que os especialistas haviam encontrado evidências extraordinárias. A narrativa foi mantida por anos como verdade por parte do público.
Desdobramentos e contexto atual
O documentário analisa o impacto cultural de boatos tecnológicos e científicos na era pré-domínio de redes sociais. A peça audiovisual levanta questões sobre autenticidade, marketing de entretenimento e ética na divulgação de evidências controversas.
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