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Esther García: 40 anos como braço direito de Almodóvar

Produtora Esther Garcia, braço direito de Pedro Almodóvar há quarenta anos, figura-chave do cinema espanhol e premiada no San Sebastián International Film Festival

Esther Garcia, produtora de Pedro Almodóvar há mais de 40 anos
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Esther Garcia, hoje aos 69 anos, é uma das figuras mais importantes do cinema espanhol e braço direito de Pedro Almodóvar há exatos 40 anos. Sua relação profissional nasceu no caminho para um curta de Almodóvar, no fim dos anos 1980.

A trajetória começou nos bastidores, com ela atuando como assistente de produção em O Matador (1986). Em 1987, já era gerente de produção de A Lei do Desejo, consolidando-se como produtora de peso na casa de produção El Deseo.

Ao longo das décadas, Garcia realizou parcerias com nomes célebres como Carmem Maura, Penélope Cruz e Marisa Paredes, além de trabalhar em títulos de destaque como Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos e Tudo Sobre Minha Mãe. Em 2023, recebeu o prêmio Donostia no Festival de San Sebastián, reconhecendo sua carreira.

Entre os projetos que carrega no currículo, destacam-se Relatos Selvagens (2014), de Damián Szifron, e Sirat (2025), de Oliver Laxe, indicado ao Oscar. Ainda aparece em créditos de La Bola Negra (2026), dirigido por Javier Ambrossi e Javier Calvo, premiados no Cannes.

Garcia já produziu obras gravadas parcialmente no Brasil, como O Cobrador (2006), de Paul Leduc, com participação de Lázaro Ramos. Em relação a futuros trabalhos, afirma que Almodóvar busca atores brasileiros e que sotaques diferentes podem enriquecer projetos.

O Futuro do Cinema Independente

Sobre o audiovisual independente, Esther destaca a importância da retomada das salas de cinema para reconquistar espectadores. A pandemia afastou o público, e é preciso atraí-lo de volta com políticas públicas de formação de plateia.

Ela defende que o cinema de autor dependa da experiência coletiva no escuro da sala, aliando foco e partilha. Sem esse esforço, teme a perda de espaço para as plataformas de streaming e a dispersão do público.

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