Três exposições de moda chegam a Londres, Paris e Sevilha para contar — sem biografias convencionais — a história de mulheres que marcaram o guarda-roupa do século XX. O foco está em Elizabeth II, Sirikit da Tailândia e Cayetana, duquesa de Alba, cada uma narrada por meio de seus trajes. As mostra destacam que o vestuário pode traduzir poder, protocolo e estilo pessoal.
Em Londres, a exposição sobre Elizabeth II reúne mais de 300 peças, entre vestidos, casacos e acessórios. O acervo, em parte inédito, percorre décadas e revela como a monarca tratava a moda como ferramenta de diplomacia e identificação pública. Detalhes de tecidos, cores e bordados aparecem em croquis e relatos da época.
Ainda em Londres, a mostra oferece visão de bastidores: a curadoria descreve decisões de cores e tecidos que definiam a imagem da rainha em visitas oficiais, viagens internacionais e eventos de gala. A narrativa ressalta a função representativa da indumentária ao longo do tempo.
La Mode en Majesté
No Paris, o Musée des Arts Décoratifs apresenta La Mode en Majesté, centrada na parceria entre Sirikit e o estilista Balmain. A mostra reúne cerca de 100 modelos e percorre três décadas de colaboração entre a realeza e a alta-costura francesa. A exposição inclui peças que dialogam com trajes tradicionais do Sião e a visão de Balmain para o Oriente.
A exposição destaca o brilho da era Balmain, com peças de época que combinam artesanato tailandês e elegância parisiense. A narrativa também descreve a continuidade da relação, com o sucessor Erik Mortensen mantendo o diálogo entre Bangkok e Paris e introduzindo criações que preservam o espírito dessa colaboração.
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