Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

A história de Alan Smithee, diretor de 50 filmes que nunca existiram

Pseudônimo criado pelo sindicato de diretores para ocultar interferências de estúdios, Alan Smithee nunca existiu, creditado em cerca de cinquenta filmes entre 1968 e 2000

Richard Widmark brigou com o diretor de 'Só Matando' e ajudou a criar o diretor Alan Smithee
0:00
Carregando...
0:00

A história do pseudônimo Alan Smithee ganhou contornos inusitados em Hollywood. Entre 1968 e 2000, um número considerável de diretores assinou filmes com esse nome, criando uma prática de ocultação criativa diante de interferências de estúdios. O enredo revela que o tal diretor nunca existiu de forma real.

O uso do pseudônimo foi criado pelo Sindicato dos Diretores dos EUA (DGA) em 1968, para permitir que cineastas não aceitassem alterações editoriais. Quem assinou com Smithee, muitas vezes, foi alguém que não desejava associar seu nome a obras comprometidas pela produção.

Como começou

O primeiro filme creditado a Alan Smithee foi o faroeste Só Matando, lançado em 1969. O diretor original era Robert Totten, demitido por diferenças criativas com o astro Richard Widmark. Don Siegel assumiu o projeto, mas não quis assinar como diretor, alegando que a maior parte das cenas foi gravada por Totten. Widmark concordou com o uso do pseudônimo.

Conforme o esquema ganhou popularidade, outros diretores passaram a recorrer ao nome. Jud Taylor teve três filmes creditados como Alan Smithee, enquanto Dennis Hopper, em Atraída pelo Perigo (1990), também se protegeu atrás do pseudônimo após cortes de produção. Também houve uso em versões de TV de filmes de Michael Mann, como Fogo Contra Fogo e O Informante.

Atenção pública e declínio

A partir de 1997, Hollywood ganhou um capítulo curioso: o lançamento de Hollywood – Muito Além das Câmeras, sobre um jovem diretor chamado Alan Smithee que não pode usar o próprio nome. O filme foi recebido com críticas negativas, recebendo vários prêmios do Framboesa de Ouro, o que expôs a prática.

O Sindicato dos Diretores acabou decidindo impedir o uso do pseudônimo, encerrando a prática como forma oficial. O último filme a usar o nome de forma reconhecida pela DGA foi Procura-se, dirigido por Kiefer Sutherland. Ainda assim, registros no IMDB apontam créditos posteriores, ainda que sem o aval da entidade.

Impacto e legado

Ao longo de décadas, o nome Smithee tornou-se símbolo de conflito entre visão criativa e cortes de estúdio. A história demonstra como a indústria tentou contornar pressões externas, mantendo a atribuição de direção em aberto. Hoje, o caso é lembrado como lição sobre crédito e controle criativo no cinema.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais