Backrooms e Obsession, dois filmes independentes de horror, estão provocando um abalo no mercado de Hollywood, com lucros expressivos em meio a fracassos de megablocos. A reportagem analisa a diferença entre orçamento, retorno e apelo entre audiências jovens e tradicionais.
A produção de Backrooms, dirigida por Kane Parsons, e Obsession, de Curry Barker, foram lançados com orçamentos modestos e alcançaram arrecadações significativas. Enquanto Masters of the Universe e The Mandalorian and Grogu tiveram aberturas mais fracas, os dois longas independentes lideraram a bilheteria de fim de semana nos EUA.
Backrooms arrecadou 81 milhões de dólares no episódio inicial da série relacionada, enquanto o filme foi lançado pela A24 e hoje soma 135 milhões de dólares nos EUA. Obsession, com orçamento inferior a 1 milhão de dólares, atingiu 152 milhões nos EUA e 225 milhões mundialmente.
A comparação entre orçamentos e receitas mostra a diferença entre o modo tradicional de produzir grandes IPs e a proposta de cinema independente. A Mandalorian and Grogu teve orçamento estimado em 165 milhões de dólares, e Masters of the Universe, em torno de 200 milhões, exigindo retornos elevados para justificar o gasto.
A psicologia do público jovem é apontada como fator-chave para o desempenho. Paranauê, o diretor de Obsession, tem 26 anos, enquanto Parsons, de Backrooms, completará 21 em junho. Ambos construíram carreira por meio de conteúdos na internet, sem passagem por escolas formais de cinema.
Como consequência, o mercado passa a observar uma possível mudança de estratégia. Executivos avaliam maior foco em cinema que atraia o público jovem, com produção mais ágil e orçamentos menores, mantendo o apelo imersivo do horror. A tendência pode favorecer estúdios menores e criadores independentes.
Impacto no mercado de cinema
- Aposta em títulos originais ganha espaço frente a remakes e IPs consolidadas.
- Projeções indicam retorno global de Obsession superior aos de grandes blockbusters em alguns cenários.
- Indústria busca equilíbrio entre risco financeiro e probabilidade de sucesso junto a audiências jovens.
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