Thomas Bangalter, ex-Daft Punk, segue criando projetos artísticos para além da música eletrônica. O músico lançou Mirage, álbum de música minimalista pensado para um balé com Damien Jalet, em colaboração com Kohei Nawa. O trabalho mescla som, ilusão e instalação.
Bangalter tem investido em formatos que vão além da canção, com foco na relação entre som, performance e espaço público. O projeto Mirage surgiu de uma interseção entre coreografia, artes visuais e ferramentas gráficas, privilegiando o processo sonoro sobre uma trilha convencional.
O artista descreve que a colaboração com Jalet e Nawa nasceu de encontros orgânicos. O balé Chiroptera, apresentado em Paris, abriu caminho para Mirage, ampliando a fronteira entre performance art e instalação artística.
La Caverne du Pont Neuf e outras ações em Paris
A parceria com JR resultou em La Caverne du Pont Neuf, obra pública na capital francesa. A estrutura inflável envolve som concebido para soar como se emanasse da própria ponte, sem soar como música tradicional.
O projeto utiliza um sistema de áudio distribuído pela estrutura, com reverberação do ar e componentes de inflamento controlados para criar uma atmosfera única. A ideia é ampliar a percepção do espaço urbano sem impor uma trilha sonora fixa.
Bangalter também participa de iniciativas de arte pública em eventos como o Tribeca Festival, em Nova York, discutindo remasterização de Electroma, e apresentações planejadas para a Art Basel na Suíça, mantendo o eixo entre som e instalação.
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