Thomas Rom, assessor de arte e presidente do Performance Space New York, destacou as exposições da Bienal de Veneza neste ano, com a curadoria de Koyo Kouoh em Focus. Rom acompanhou a abertura com a Visionaries Circle, em palácios e ilhas da cidade, buscando inspirações e diálogo.
O eixo principal foi In Minor Keys, em que Kouoh privilegia sensibilidade e transformação sobre certezas. Rom descreve a mostra como plural, com camadas que conectam culturas e modos não-lineares de narrativa, convidando o público a sentir antes de pensar.
Entre salas e pavilhões, Rom ressaltou a atmosfera sensorial de obras em diferentes espaços, incluindo Kan Yasuda e suas esculturas em mármore, que trazem calma e presença física. Também destacou instalações no Nordic e Belgian Pavilions, que dialogam com arquitetura, mito e vulnerabilidade.
Destaques de pavilhões
Rom mencionou Kan Yasuda, com obras que convidam a toque e proximidade corpo-espírito, oferecendo uma leitura calma em meio à densidade da mostra. Outra sessão lembrada foi Miet Warlop, no Belgian Pavilion, que trabalha emoção, instabilidade e significação não linear.
O passeio contemplou ainda Su Xiaobai, com técnica de lacas milenar conectando tradição e abstração contemporânea, e Lee Ufan, que convida à pausa contemplativa para estar presente diante da obra. Essas propostas ampliam o leque de leituras da Bienal.
Rom também acompanhou apresentações em espaços como Palazzo Grassi e Palazzo dei Fiori, onde houve performances e debates. Jordan Roth integrou a programação com uma apresentação performática que explorou transformação por meio de movimento.
Durante a semana de vernissage, o assessor observou o papel da arte em tempos de polarização política e aceleração tecnológica. Segundo Rom, as experiências ao vivo oferecem presença, vulnerabilidade e ritual que resistem à mediatização.
O itinerário incluiu também a revelação de que algumas peças permaneceram abertas como espaços de encontro cívico. Rom citou a importância de coletivos e redes de intercâmbio cultural para ampliar a empatia e a compreensão mútua.
Rom encerrou destacando a relevância de manter espaços de diálogo entre artistas e público. A leitura dele sugere que a arte continua funcionando como ponte em cenários de crise, mantendo viva a experiência humana compartilhada.
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