Orlando Senna, cineasta, jornalista e gestor cultural, morreu aos 87 anos nesta terça-feira, 9 de junho. Nascido na Bahia, ele teve atuação marcante no audiovisual e em políticas públicas de cultura. A causa da morte não foi informada até o momento.
Ao longo de sua carreira, Senna dirigiu documentários como Lenda africana e 2 de Julho, ambos criados na Bahia. Entre as maiores referências está a parceria com Jorge Bodanzky na direção de Iracema – Uma transa amazônica, de 1975, marco no cinema nacional. Também atuou na roteirização de projetos com Héctor Babenco e Ruy Guerra.
Trajetória e legado
Senna ocupou cargos relevantes no governo e na indústria do cinema. Foi Secretário do Ministério da Cultura de 2003 a 2007 e, em 2007, foi diretor da Empresa Brasil de Comunicação. Entre 2008 e 2015, presidiu a Televisão América Latina (TAL).
Além de sua produção cinematográfica, o cineasta teve atuação internacional. Contribuiu para a fundação da Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV) em Cuba e lecionou no Centro de Capacitação Cinematográfica do México. Também integrou o processo de formação de novos cineastas no Brasil.
Em 2024, recebeu homenagem do Ministério da Cultura com uma premiação de curta-metragem que leva seu nome, promovida pela Secretaria do Audiovisual, em parceria com o Forcine e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
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