Em 14 de junho, Donald Trump completa 80 anos. Planejou celebrações grandiosas, buscando alinhar a data aos 250 anos dos EUA, em 4 de julho. Ele costuma apresentar-se como a personificação do Estado, o que alimenta a narrativa de autoglorificação.
A agenda de aniversário envolve um UFC ringe montado no jardim sul da Casa Branca, com lutas que devem ocorrer no Salão Oval. O evento é promovido como parte das festividades e contará com atletas de renome, inclusive brasileiros.
Detalhes do evento
A cerimônia prevê uma jaula em formato de octógono, com 28 metros de altura e 600 toneladas, rodeada por 5.000 cadeiras. Recrutas foram convocados para compor o público, exigindo boa forma física dos participantes.
A transmissão ficará a cargo da Paramount, controlada por Larry Ellison, com direitos comerciais da UFC. Jornalistas credenciados pela Casa Branca devem permanecer fora do local das lutas.
Reações e contratempos recentes
Trump enfrentou críticas após uma entrevista tensa com a jornalista Kristen Welker, da NBC, que gerou xingamentos e afastamento da entrevista. No início de junho, a recepção de sua imagem no Madison Square Garden foi marcada por vaias durante jogo da NBA.
Artistas anunciaram desinteresse em se apresentar nos eventos externos de Washington, vinculados à iniciativa Freedom 250, voltada às celebrações do semiquincentenário. O atual abalo de shows acentuou a ideia de que a festa terá participação mais isolada do que o esperado.
Mudanças institucionais
Além disso, a retirada do nome de Trump do Kennedy Center, decidida por novos dirigentes, alterou a pauta cultural da data. A mudança reduziu a presença do ex-presidente em grandes palcos de Washington e afastou parte do público.
Desafios políticos e de popularidade também influenciam o cenário: queda de aprovação recente e resistência internacional elevam a complexidade de manter o tom festivo. O UFC na Casa Branca, no entanto, é visto como tentativa de revitalizar a imagem pública.
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