A geração que trocou a noite pelo dia ganha destaque no circuito de luxo. Festas diurnas, clubes de corrida e encontros de bem-estar aparecem como nova expressão social, mudando hábitos de consumo e sociabilidade.
Carol Emmerick, DJ e curadora musical, analisa essa transformação de dentro para o público. O movimento não é passageiro: representa uma redefinição de valores, em que bem-estar se tornou símbolo central.
Em cidades como o Rio de Janeiro, cenários tradicionais de vida noturna dão espaço a atividades que começam ao meio-dia e se encerram com o pôr do sol. A ideia é associar lazer a autocuidado.
Segundo estudo de 2025 da McKinsey, o mercado global de bem-estar vale US$ 2 trilhões, impulsionado por millennials e geração Z. Um terço desses jovens prioriza bem-estar em comparação a anos anteriores.
Os eventos de luxo acompanham essa mudança: beach clubs, rooftops e encontros ao ar livre privilegiam experiência, identidade e pertencimento. A música favorece atmosferas sofisticadas e energias solares.
No Brasil, o setor de eventos movimentou R$ 813,5 bilhões em 2024, estimulado por mudanças de comportamento. Mais de 10 milhões de eventos e 1,7 bilhão de participações indicam dinamismo do segmento.
A cultura sunset é vista como oportunidade: clima favorável, litoral intenso e tradição musical favorecem experiências que unem estética, entretenimento e conexão emocional com o público.
A tendência simboliza novo conceito de luxo: o valor está na experiência, tempo de qualidade e pertencimento. Nesse cenário, formatos como ioga na praia e atividades ao ar livre ganham espaço relevante.
Carol Emmerick destaca ainda que o sunset não substitui a noite, mas amplia o leque de possibilidades para redes de eventos de alto padrão, com curadoria cuidadosa de música e ambiente.
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