Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Este é o primeiro bom levantamento sobre arte ecológica?

Trienal em Medina investiga o que significa fazer arte hoje, destacando sistemas que sustentam a vida, como cadeias de suprimentos e energia local

Work by Aki Inomata in the 2026 Medina Triennial.
0:00
Carregando...
0:00

A nova edição da mostra trienal All That Sustains Us chega a Medina, vila rural de Western New York, para explorar o que significa fazer arte em uma era de queda de conforto material para a maioria, menos para os mais ricos. A exposição, inaugurada recentemente, reúne artistas em espaços que vão de uma antiga escola a uma igreja, uma estação de trem e museu ferroviário, conectando o urbano ao regional.

Quem participa inclui nomes como Mierle Laderman Ukeles, a mais antiga artista ainda em atividade, cuja peça em vídeo reabre o portão para o tema central: a manutenção. A obra utiliza textos do Manifesto for Maintenance Art, de 1969, para situar o trabalho como cuidado constante que sustenta a sociedade, desde o consumo até o saneamento.

Os artistas exploram a origem de objetos e serviços no dia a dia, questionando cadeias produtivas. Victoria-Idongesit Udondian transforma roupas de trabalho de imigrantes em escultura, exibindo jaquetas que parecem vivas para enfatizar trabalho global e neocolonialismo. Deirdre O’Mahony grava relatos de fazendeiros irlandeses com visão poética sobre o impacto do capital.

A produção de energia aparece na prática de Michael Wang, que colaborou com suaguás de maple em Medina para criar a bebida Sugar Bush Energy. A proposta aponta para soluções locais com impacto social e ambiental, conectando economia regional e história local, como a relação entre produção de açúcar e escravidão.

Aprofundando a proposta

Além de enfrentar temas de cadeia de suprimentos e energia, a mostra inclui obras que abordam luto e cuidado. Taysir Batniji registra objetos de uso cotidiano destruídos em Gaza, abrindo espaço para a memória. Intervenções de biologia, como a instalação de Aki Inomata com madeira de castores, propõem diálogo entre espécies para refletir sobre cooperação em tempos de crise.

A curadoria situa Medina como espaço de circulação de obras entre pontos de referência locais, como o Erie Canal, que é destacado na mostra. As obras discutem a relação entre infraestrutura histórica e vulnerabilidade contemporânea, sem buscar soluções única de curto prazo.

A exposição é apresentada em apoio a revitalização do canal, com financiadores como a New York Foundation of the Arts, a New York Power Authority e a New York State Canal Corporation. A equipe editorial observa que o formato de cidade pequena facilita contato próximo entre público e artistas, além de oferecer experiência de visitação acessível.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais