Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Bailarina revela que o balé é a sua vida

Da favela do Rio ao Australian Ballet, Davi Ramos é o primeiro bailarino brasileiro e negro a ocupar posição de destaque na companhia

Davi Ramos
0:00
Carregando...
0:00

Davi Ramos, 25 anos, levou de forma surpreendente uma brincadeira de criança ao protagonismo no balé internacional. Nascido na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, ele se tornou o primeiro bailarino brasileiro e negro a integrar o Australian Ballet.

A trajetória começou aos 12 anos, quando uma instrutora de capoeira mencionou que uma determinada posição parecia bailado. A partir dali, a família buscou uma escola de dança perto de casa, e o talento foi reconhecido em uma semana de aula gratuita. O caminho ganhou foco ao longo dos anos.

Envolveu-se com treinamentos diários, deixou o vôlei e o basquete de lado para esculpir a musculatura exigida pela dança. A professora Lorena Boaventura foi determinante, inscrevendo-o em concursos nacionais e internacionais que acentuaram seu destaque.

Jornada internacional

O Prix de Lausanne, na Suíça, serviu como divisor de águas, resultando em uma bolsa para estudar na Royal Ballet School, em Londres, aos 16 anos. Três anos na Inglaterra ajudaram a moldar o coreógrafo em formação e ampliar horizontes.

Após passagem pelo Balé Nacional Holandês como primeiro solista, aos 19 anos já recebia papéis principais. Em busca de novos ventos, escreveu para o Australian Ballet, onde foi promovido a primeiro bailarino após apresentações em Sydney.

Conquista no Australian Ballet

A promoção ocorreu após a encenação de Romeu e Julieta na Sydney Opera House. O anúncio foi recebido com entusiasmo entre colegas e mentores, segundo relatos da época. Ramos celebrou junto da professora Lorena Boaventura, que o acompanhou desde o começo.

Hoje, Ramos destaca a responsabilidade de ser o primeiro brasileiro e o primeiro homem negro em posição de destaque no elenco. Ele pretende servir de referência para mais jovens enxergarem a dança como opção viável.

O bailarino afirma que o balé foi transformador em sua vida, abrindo portas que pareciam inalcançáveis. A história dele é apresentada como exemplo de talento, disciplina e perseverança no cenário artístico internacional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais