Paulo Morelli e Pedro Morelli foram convidados a conduzir Brasil 70: A Saga do Tri, série da Netflix sobre a seleção de 1970. A dupla fala de bastidores, da relação familiar e da visão de cinema que guia o projeto. A apresentação acontece na coluna Trip FM do Estadão.
A produção gira em torno da recriação histórica da Copa de 70, com foco nos conflitos e na emoção da época. A Netflix abraçou a ideia após a parceria com a O2 Filmes, que tem no currículo o filme Cidade de Deus.
Para além da ideia, o desafio técnico foi grande: filmar futebol com verossimilhança. A equipe criou maquinários e técnicas para movimentar câmeras no gramado sem danificar o campo. A operação envolveu profissionais de fora da equipe habitual.
Rodrigo Santoro interpreta João Saldanha, em uma leitura que foge do galã típico. A equipe também contou com apoio de um coordenador inglês, Andy Ansah, para validar a prática com a bola e selecionar o elenco.
Lucas Agrícola, jogador amador, ficou com o papel de Pelé após oficinas de preparação. Fillipe Soutto foi escalado para interpretar Gerson, destacando a busca por semelhança física e habilidade esportiva no elenco.
Na entrevista, o diretor Paulo Morelli explica a dinâmica de cinema em família, ressaltando a liberdade criativa negociada com a Netflix, especialmente com a diretora de criação Haná Vaisman. O processo somou 1.300 cenas com efeitos visuais.
Pedro Morelli reforça que o foco é dramatizar a trajetória de Tostão e a pressão pela titularidade, sem buscar uma reprodução milimétrica. A produção equilibra pesquisa histórica com narrativa ficcional para transmitir a emoção da época.
A produção admite incluir licenças criativas em cenas específicas, justificando que a obra é drama, não docudrama. O objetivo é proporcionar uma experiência cinematográfica que dialogue com o público sobre o legado da seleção de 70.
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