Tyra Banks processa a Netflix por difamação, afirmando que a série documental Reality Check: Inside America’s Next Top Model retratou de forma remontada e distorcida seu papel no programa. A ação foi movida neste sábado, 13, visando reparação por danos morais e materiais.
De acordo com o processo, Banks afirma que concedeu uma entrevista de aproximadamente 3h30 para a série, mas a Netflix utilizou apenas 16 minutos de seu material. Segundo a modelo, os trechos exibidos foram descontextualizados para sustentar uma narrativa falsa e difamatória.
A ação sustenta ainda que a Netflix vendeu Reality Check como uma série documental, prometendo relatos diretos sobre o legado do ANTM. Em tese, os trechos incompletos teriam distorcido fatos relevantes, inclusive controvérsias envolvendo o programa e suas responsáveis.
Detalhes do que está em disputa
O processo destaca o caso de Shandi Sullivan, da segunda temporada, cuja suposta agressão sexual é apresentada pela série da Netflix como um incidente envolvendo Sullivan e outros modelos masculinos na Itália. Banks não seria responsável pela interpretação final dos episódios, segundo a defesa da apresentadora.
A defesa de Banks contesta que a equipe de produção retirou do corte final elementos que mostravam a apresentadora reconhecendo a gravidade da situação e assumindo responsabilidade por decisões do programa. Alega ainda que a narrativa veiculada pela Netflix sugeriu omissão e falha por parte da apresentadora, o que não condiz com o conteúdo gravado.
A ação pede um julgamento por júri para fixar o valor de indenização considerado adequado. Banks busca reparação pelos impactos que, segundo o processo, afetaram sua imagem pública e sua relação com o público.
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