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Filme crítico ao governo do Irã, feito com IA, estreia em grande festival

Dreams of Violets é o primeiro longa inteiramente gerado por IA aceito por grande festival, incluindo Tribeca, alimentando o debate sobre IA no cinema

Cena do filme 'Dreams of Violet', feito com inteligência artificial
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Dreams of Violets, um docudrama de 75 minutos, estreou no Festival de Tribeca, em Nova York, como o primeiro longa gerado inteiramente por IA a participar de um grande festival. A obra aborda a repressão de manifestantes no Irã e as consequências humanas das informações censuradas.

A produção foi conduzida por Ash Koosha e Pooya Koosha, irmãos iranianos, que montaram a filmagem em um apartamento em Londres. Não houve atores, cenários ou câmeras tradicionais; tudo foi criado com IA generativa.

Ash Koosha, imerso na tecnologia, descreveu o processo como uma forma de registrar o que jornalistas e organizações humanitárias não conseguiram ver no Irã em janeiro. A ideia é apresentar um memorial sobre o período de violência.

O filme demonstra cenas de policiais em ação, explosões e uma criança observando o caos. A ambientação, segundo os realizadores, foi gerada sem filmagens físicas, apenas por meio de algoritmos de IA e edição.

A estreia mundial ocorreu na semana passada, atraindo público numeroso em Nova York. A produção é creditada pela Fountain 0, que define o projeto como o primeiro longa-metragem de live-action inteiramente gerado por IA aceito por um grande festival.

Entre críticos, houve reações mistas sobre a verossimilhança dos visuais. Alguns destacaram a aparência cartunesca de algumas imagens, enquanto outros reconheceram o impacto emocional potencial da tecnologia na narrativa.

A produção de Dreams of Violets teve custo estimado em cerca de 2.000 dólares, segundo o produtor executivo Tom Rogers. Koosha descreveu o fluxo de trabalho como “escrever enquanto gera e corrigir” as imagens.

O filme chegou a gerar debates entre profissionais da indústria sobre proteções e impactos da IA na criação cinematográfica. Em Cannes, filmes gerados por IA também foram pauta de discussões durante eventos do setor.

Renata Plaut afirmou que o projeto demonstra que IA tem espaço no entretenimento e valorizou a ideia de conscientizar sobre a situação iraniana sem recorrer a filmagens tradicionais.

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