Hiro Murai, executivo da produção e diretor de cinco dos dez episódios da primeira temporada, analisa as referências de *Widow’s Bay*, a série da Apple TV+ criada por Katie Dippold. A narrativa combina comédia em tom de workplace e elementos de horror, buscando uma fórmula única.
A trama acompanha Tom Loftis, prefeito de uma cidade costeira parecida com Martha’s Vineyard, chamada Widow’s Bay. Ele convive com seu filho Evan e com uma equipe de funcionários excêntricos, incluindo Patricia, Rosemary, Dale e Ruth, enquanto lida com fenômenos sobrenaturais que surgem na ilha.
Murai destaca que o projeto busca manter o formato de série com capítulos autônomos, ao estilo de séries antigas, mas com consequências dramáticas que conectam cada episódio ao lore principal. A produção foi renovada para a segunda temporada.
O diretor comenta o equilíbrio entre terror e comédia, evitando gore extremo e buscando antecipação. A ideia é criar uma experiência coletiva que gera tensão compartilhada entre espectadores, sem perder o humor característico.
Entre referências citadas, aparecem obras de Stephen King, Jaws e The Shining. Murai explica que a busca foi capturar a sensação visceral desses filmes, mas com linguagem visual que pareça natural e cotidiana, para que o horror surja de situações comuns.
Patricia é apontada como o coração secreto da série, com arcos em episódios duplos que ganham destaque ao longo da temporada. O interesse do público pela personagem envolve a forma como ela não revela o culpado, refletindo traumas internos.
A construção de cenários também recebe destaque, como o bunker em estilo Brutalista e o quarto de sacrifícios, que misturam referências históricas com uma estética contemporânea. Esses espaços ajudam a sustentar o suspense sem recair em clichés.
A narrativa inclui ainda uma cena de mergulho sob ameaça da sea hag, que ilustra a tensão entre a tentativa de manter a aparência de cidade tolerante e o medo real vivido pela população.
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