- Dataland, o “primeiro museu de arte em IA”, fica no centro de Los Angeles e usa modelos abertos de IA e dados biométricos de visitantes para criar instalações imersivas.
- Na experiência de entrada, o visitante usa uma pulseira que monitora dados biológicos e um colar que libera fragrâncias personalizadas, segundo dados coletados do pulso.
- A galeria “Sanctuary” gera um retrato vivo com dados de todos os visitantes, porém as informações não são claramente decifradas pelo público.
- A segunda peça de destaque, a “Infinity Room”, mostra um pássaro de vidro criado quando circuitos encontram clorofila, com cenas de floresta tropical em 360 graus e uma narrativa climática que encerra com fogo na “árvore da sabedoria”.
- Críticos questionam a substância artística de Dataland, argumentando que o projeto prioriza espetáculo tecnológico e lucro, mantendo pouca relação clara entre dados, ética e o que vê o público.
Dataland, o primeiro museu de arte em IA, abriu suas portas em Los Angeles, nos EUA, trazendo instalações geradas por modelos de código aberto e dados biométricos dos visitantes. O espaço fica no centro da cidade, integrado ao complexo Grand LA, e foi idealizado por Refik Anadol e Efsun Erkiliç.
A mostra inaugural, intitulada Machine Dreams: Rainforest, utiliza dados de visitas para moldar as obras. O museu afirma usar práticas éticas de IA, com dados coletados com consentimento e modelos criados do zero. A exposição ocupa cinco galpões imersivos em uma área de 25 mil pés quadrados.
Antes da estreia, o público participou de uma prévia de imprensa em 16 de junho de 2026, com a abertura oficial prevista para 20 de junho. Segundo a curadoria, o sistema de IA opera com energia principalmente de fontes renováveis, hospedado na nuvem do Google.
Na prática, a experiência começa na Discovery Portal, onde cada visitante aciona um box com um relógio inteligente e um colar que emite cheiros. Os aromas são gerados pela IA com base nos dados do relógio, sem uma razão narrativa clara para cada fragrância.
Entre as obras, a galeria Data Pavilion exibe imagens em 360 graus com projeções que envolvem o espectador. A sala impressiona pela escala, com globos luminosos e um grid de flores que se fragmenta em pixels. A imersão é marcada por trilha sonora orquestral.
A outra peça central, Infinity Room, apresenta Ruwe Pinu, um pássaro de vidro que simboliza a memória da floresta. O vídeo em 360° acompanha trajetórias abstratas, com cenas da floresta, circuitos e paisagens neon. O clímax mostra o fogo da árvore da sabedoria e o som de pássaros.
Críticos de arte e veículos especializados destacaram que a exposição prioriza recursos tecnológicos e visualidade sobre uma reflexão profunda sobre IA e dados. As avaliações apontam que a experiência gera mais efeito visual do que conteúdo conceitual sólido.
Mesmo com críticas, a instituição afirma que a proposta aponta para as possibilidades futuras de museus com IA. A dupla de artistas sustenta práticas éticas, argumentando consentimento dos dados e menor impacto ambiental, sem detalhar toda a matemática por trás das alegações.
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