A CineOP chega a Ouro Preto para a 21ª edição, entre 25 e 30 de julho. O evento transforma a cidade histórica em uma grande sala de cinema a céu aberto, com exibições gratuitas e debates sobre memória audiovisual. A mostra é dedicada ao cinema como patrimônio cultural e busca estimular políticas públicas e educação em torno do tema.
Ao longo de seis dias, serão exibidos 135 filmes, em 42 sessões, em espaços como a Praça Tiradentes, o Centro de Artes e Convenções da UFOP e o Museu da Inconfidência. A programação inclui longas, médias e curtas, além de atividades de formação para o público.
Formação e educação em foco
Dentre os eixos da CineOP está a Mostra Educação, com filmes produzidos em contextos escolares e obras que utilizam o audiovisual como ferramenta de transformação social. O programa Cine-Expressão leva estudantes a sessões temáticas seguidas de debates e materiais educativos.
A edição também reserva espaço para debates, encontros de pesquisadores, oficinas e masterclasses internacionais. O tradicional Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros reúne profissionais que discutem o futuro da memória audiovisual no país.
Destaque de conteúdos contemporâneos
A Mostra Competitiva Contemporânea Arquivos em Questão apresenta cinco longas inéditos, criados a partir da ressignificação de imagens de arquivo. A curadoria reforça a ideia de que arquivos podem ser dispositivos vivos de criação, reflexão e leitura do presente.
Entre os títulos em exibição estão obras que tratam de temas históricos e contemporâneos, explorando a relação entre memória, identidade e tempo presente. A seleção evidencia a tendência atual do documentário de usar o passado para discutir urgências atuais.
Homenageada e retrospectiva
A cineasta Helena Solberg é a homenageada desta edição. A programação dedica exibições especiais e uma retrospectiva de sua obra, marcada pela importância na produção audiovisual brasileira e latino-americana. Solberg apresenta trajetória que transitou entre o Brasil e os Estados Unidos.
A trajetória da diretora, que iniciou com A Entrevista (1966), também abre espaço para debates sobre feminismo no cinema e diferenças de perspectivas entre continentes. A homenagem reforça a atuação de Solberg como referência na produção de linguagem cinematográfica de mulheres.
A CineOP celebra 21 anos reafirmando seu papel no cenário cultural brasileiro ao ampliar o debate sobre preservação, educação, memória e patrimônio. Ouro Preto permanece como cenário de reflexão sobre o que o país guarda de si mesmo nas imagens que produz.
- A repórter viajou a convite da CineOP
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