A 25ª edição do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, que reconhece as principais produções audiovisuais brasileiras e seus profissionais, acontece nesta terça-feira (4). Ela será realizada a partir das 20h15, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia. A cerimônia será transmitida ao vivo e gratuitamente para todo o país através do canal […]
A 25ª edição do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, que reconhece as principais produções audiovisuais brasileiras e seus profissionais, acontece nesta terça-feira (4). Ela será realizada a partir das 20h15, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia.
A cerimônia será transmitida ao vivo e gratuitamente para todo o país através do canal da Academia Brasileira de Cinema no YouTube, ou pela alternativa de TV fechada, no Canal Brasil.
Ao todo, serão entregues 32 prêmios. Segundo a organização, 31 vencedores são escolhidos pelos profissionais associados à Academia Brasileira de Cinema, enquanto um prêmio é definido por votação popular. A edição recebeu 287 inscrições, distribuídas da seguinte forma:
- 162 longas-metragens;
- 59 curtas-metragens;
- 66 séries brasileiras.
Entre os longas inscritos, são 82 filmes de ficção, 59 documentários, sete produções infantis, quatro animações e dez filmes ibero-americanos – em uma disputa que reúne aproximadamente 2.140 profissionais.
O Agente Secreto é o favorito da noite
Indicado ao Oscar e premiado em Cannes, “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, é o favorito para levar troféus nesta edição. A produção recebeu 18 indicações, o maior número entre todos os concorrentes, nas seguintes categorias:
- Melhor Longa-metragem de Ficção;
- Melhor Direção;
- Melhor Ator, com Wagner Moura;
- Melhor Atriz, com Tânia Maria;
- Melhor Roteiro Original;
- Fotografia;
- Montagem;
- Direção de Arte;
- Figurino;
- Maquiagem;
- Trilha Sonora;
- Som;
- Efeitos Visuais.
Alice Carvalho, Hermila Guedes, Carlos Francisco, Gabriel Leone e Robério Diógenes também foram indicados pelas atuações coadjuvantes.
Logo atrás no número de indicações aparecem “Homem com H”, de Esmir Filho; “O Filho de Mil Homens”, de Daniel Rezende; e “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, com 12 indicações cada, segundo a contagem divulgada pela Academia.
Quem é O Grande Otelo que dá nome ao prêmio?
Sebastião Bernardes de Souza Prata, conhecido como Grande Otelo, nasceu em 1915, em Uberlândia (MG), e se tornou um dos maiores nomes da cultura brasileira do século XX. Ele foi um dos principais rostos das chanchadas nas décadas de 1940 e 1950, especialmente em parceria com Oscarito, grande comediante da época. Ele também ajuda a dar prestígio artístico ao país com obras mais densas, como é o caso de Macunaíma (1969).

Grande Otelo no papel de Macunaíma, no filme homônimo do diretor Joaquim Pedro de Andrade (Créditos: Reprodução/Youtube/@Bruno)
Grande Otelo também teve um grande marco social devido ao contexto da época marcado pelo racismo estrutural. Ele foi um dos primeiros atores negros a alcançar popularidade nacional, o que ampliou a visibilidade de artistas afro-brasileiros.
O Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro leva seu nome justamente por seu peso histórico e simbólico. A premiação foi oficialmente rebatizada em 2024, na 23ª edição, para homenagear o ator, que é uma referência de excelência artística no país.
Confira os indicados da 25ª edição do Prêmio Grande Otelo
Melhor longa-metragem de ficção
- Homem com H, de Esmir Filho
- Manas, de Marianna Brennand
- O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
- O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende
- O Último Azul, de Gabriel Mascaro
Melhor direção
- Daniel Rezende, por O Filho de Mil Homens
- Esmir Filho, por Homem com H
- Gabriel Mascaro, por O Último Azul
- Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto
- Marianna Brennand, por Manas
Melhor atriz de longa-metragem
- Camila Pitanga, como Sabina, por Malês
- Carolina Dieckmann, como Kátia, por (Des)controle
- Denise Weinberg, como Teresa, por O Último Azul
- Jamilli Correa, como Marcielle, por Manas
- Tânia Maria, como Dona Sebastiana, por O Agente Secreto
Melhor ator de longa-metragem
- Antonio Pitanga, como Pacífico Licutan, por Malês
- Ary Fontura, como Rodolfo, por Velhos Bandidos
- Irandhir Santos, como Valério, por Os Enforcados
- Jesuíta Barbosa, como Ney Matogrosso, por Homem com H
- Rodrigo Santoro, como Crisóstomo, por O Filho de Mil Homens
- Wagner Moura, como Marcelo, Armando e Fernando, por O Agente Secreto
Melhor atriz coadjuvante de longa-metragem
- Alice Carvalho, como Fátima, por O Agente Secreto
- Camila Márdila, como Simone, por A Natureza das Coisas Invisíveis
- Dira Paes, como Aretha, por Manas
- Grace Passô, como Maria, por O Filho de Mil Homens
- Hermila Guedes, como Claudia, por O Agente Secreto
Melhor ator coadjuvante de longa-metragem
- Adanilo, como Ludemir, por O Último Azul
- Alejandro Claveaux, como Adriano, por Ruas da Glória
- Augusto Madeira, como Doutor Batista, por Os Enforcados
- Carlos Francisco, como Seu Alexandre, por O Agente Secreto
- Gabriel Leone, como Bobbi, por O Agente Secreto
- Robério Diógenes, como Delegado Euclides, por O Agente Secreto
- Rodrigo Santoro, como Cadu, por O Último Azul
- Rômulo Braga, como Marcílio, por Manas
Melhor roteiro original
- Anna Muylaert, por A Melhor Mãe do Mundo
- Esmir Filho, por Homem com H
- Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Carolina Benevides, Antonia Pellegrino e Camila Agustini, por Manas
- Gabriel Mascaro e Tibério Azul, por O Último Azul
- Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto
- Rafaela Camelo, por A Natureza das Coisas Invisíveis
Melhor roteiro adaptado
- Aly Muritiba e Jessica Candal, por Barba Ensopada de Sangue
- Bruno Bini, por Cinco Tipos de Medo
- Daniel Rezende, por O Filho de Mil Homens
- Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, por A Queda do Céu
- Marco Dutra, por Enterre Seus Mortos
- Wagner de Assis, por O Advogado de Deus
Melhor longa-metragem documentário
- A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
- Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa
- Hora do Recreio, de Lucia Murat
- Mambembe, de Fabio Meira
- Ritas, de Oswaldo Santana e Karen Harley
Melhor longa-metragem de comédia
- Agentes Muito Especiais, de Pedro Antonio
- C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, de Halder Gomes
- Sexa, de Gloria Pires
- Sonhar com Leões, de Paolo Marinou-Blanco
- Uma Mulher sem Filtro, de Arthur Fontes
- Velhos Bandidos, de Claudio Torres
Melhor série brasileira de ficção
- Ângela Diniz: Assassinada e Condenada – 1ª temporada
- Beleza Fatal – 1ª temporada
- Cangaço Novo – 2ª temporada
- Emergência Radioativa – 1ª temporada
- Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente – 1ª temporada
Melhor atriz de série de ficção
- Adriana Esteves, como Cibele, por Os Outros
- Alice Carvalho, como Dinorah, por Cangaço Novo
- Bruna Linzmeyer, como Léa, por Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente
- Camila Pitanga, como Lola, por Beleza Fatal
- Marjorie Estiano, como Ângela Diniz, por Ângela Diniz: Assassinada e Condenada
- Thainá Duarte, como Dilvânia, por Cangaço Novo
Melhor ator de série de ficção
- Allan Souza Lima, como Ubaldo Vaqueiro, por Cangaço Novo
- Chico Díaz, como Galego, por Os Donos do Jogo
- Johnny Massaro, como Fernando, por Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente
- Johnny Massaro, como Marcio, por Emergência Radioativa
- Ravel Andrade, como Raul Seixas, por Raul Seixas – Eu Sou
Melhor primeira direção de longa-metragem
- Douglas Soares, por Papagaios
- Gloria Pires, por Sexa
- Júlia Jordão, por Perfeitos Desconhecidos
- Márcia Faria, por A Procura de Martina
- Rafaela Camelo, por A Natureza das Coisas Invisíveis
Melhor filme ibero-americano
- Belén, da Argentina, dirigido por Dolores Fonzi
- La Misteriosa Mirada del Flamenco, do Chile, dirigido por Diego Céspedes
- O Riso e a Faca, de Portugal, dirigido por Pedro Pinho
- Pepe, da República Dominicana, dirigido por Nelson Carlo de los Santos Arias
- Un Poeta, da Colômbia, dirigido por Simón Mesa Soto
Melhor longa-metragem de animação
- Authentic Games no Império Desconectado, de Bruno Murtinho
- Eu e Meu Avô Nihonjin, de Celia Catunda
- Nosso Louco Amor, de Nelson Botter Jr.
- Tainá e os Guardiões da Amazônia – Em Busca da Flecha Azul, de Alê Camargo e Jordan Nugem
Melhor longa-metragem infantil
- Narciso, de Jeferson De
- O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put
- O Último Episódio, de Maurilio Martins
- Os Dragões, de Gustavo Spolidoro
- Thiago e Ísis e os Biomas do Brasil, de João Amorim
Melhor série brasileira de documentário
- A Mulher da Casa Abandonada – 1ª temporada
- Caçador de Marajás – 1ª temporada
- Cazuza: Além da Música – 1ª temporada
- Chico Anysio – Um Homem à Procura de um Personagem – temporada única
- Congonhas: Tragédia Anunciada – temporada única
- O Testamento: O Segredo de Anita Harley – temporada única
Melhor direção de fotografia
- Azul Serra, por Homem com H
- Azul Serra, por O Filho de Mil Homens
- Evgenia Alexandrova, por O Agente Secreto
- Guillermo Garza, por O Último Azul
- Pierre de Kerchove, por Manas
Melhor montagem de ficção
- Bruno Bini, por Cinco Tipos de Medo
- Eduardo Serrano e Matheus Farias, por O Agente Secreto
- Germano de Oliveira, por Homem com H
- Isabela Monteiro de Castro, por Manas
- Marcello Junqueira, por O Filho de Mil Homens
Melhor direção de arte
- Dayse Barreto, por O Último Azul
- Dina Salem Levy, por Um Lobo Entre os Cisnes
- Marcos Pedroso, por Manas
- Thales Junqueira, por Homem com H
- Thales Junqueira, por O Agente Secreto
Melhor trilha sonora
- André Abujamra e George Nahssen, por A Melhor Mãe do Mundo
- Antonio Pinto e Barulhista, por Malês
- Fabio Góes, por O Filho de Mil Homens
- Guilherme Amabis, Mariana Amabis e Rica Amabis, por Homem com H
- Tomaz Alves Souza e Mateus Alves, por O Agente Secreto
Melhor som
- Ana Luiza Penna, Martín Grignaschi e Armando Torres Jr., por Homem com H
- Lia Camargo, Toco Cerqueira e Alan Zilli, por O Filho de Mil Homens
- Liliana Villaseñor, Heverson Batista, María Alejandra Rojas, Arturo Salazar RB e Vincent Sinceretti, por O Último Azul
- Pedro Moreira, Moabe Filho, Tijn Hazen e Cyril Holtz, por O Agente Secreto
- Valéria Ferro, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Armando Torres Jr., por Manas
Melhor figurino
- Gabriella Marra, por Homem com H
- Gabriella Marra, por O Último Azul
- Kika Lopes, por Manas
- Manuela Mello, por O Filho de Mil Homens
- Rita Azevedo, por O Agente Secreto
- Rô Nascimento, por Malês
Melhor maquiagem
- Andrea Tristão, por Barba Ensopada de Sangue
- Juliana Bolze, por O Último Azul
- Marisa Amenta, por O Agente Secreto
- Martín Macías Trujillo, por Homem com H
- Martín Macías Trujillo, por O Filho de Mil Homens
Melhor efeito visual
- Alexandre Boiron, Luuk Meijer e David Van Heeswijk, por O Agente Secreto
- Claudio Peralta, por O Diário de Pilar na Amazônia
- Eduardo Kurt, Magdalena Maia, Sofia Sussekind, Beatriz Paixão e Vandré Huppes, por O Último Azul
- Juliano Storchi, por O Filho de Mil Homens
- Massao Asaga, por Homem com H
Melhor montagem de documentário
- André Felipe Silva e João Wainer, por Zico – O Samurai de Quintino
- Cristina Amaral, por Ecos do Teatro Experimental do Negro
- David Barker, Tina Baz, Nels Bangerter, Jordana Berg, Victor Miaciro e Eduardo Gripa, por Apocalipse nos Trópicos
- Fabio Meira, Juliano Castro e Affonso Uchôa, por Mambembe
- Jordana Berg, por Cazuza, Boas Novas
- Oswaldo Santana, por Ritas
Melhor série brasileira de animação
- As Aventuras de Tita – 1ª temporada
- Esquadrão do Mar Azul – 2ª temporada
- Esse É o Bicho! – 2ª temporada
- Gnaks! – 1ª temporada
- O Mundo sem Filtro de Any Malu – 1ª temporada
- Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma – 3ª temporada
- Senninha na Pista Maluca – 3ª temporada
Melhor curta-metragem de ficção
- Amarela, dirigido por André Hayato Saito
- Arame Farpado, dirigido por Gustavo de Carvalho
- Boiuna, dirigido por Adriana de Faria
- Klaustrofobia, dirigido por João Londres
- Peixe Morto, dirigido por João Fontenele
- Presépio, dirigido por Felipe Bibian
Melhor curta-metragem documentário
- Cartas pela Paz, dirigido por Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger
- Conselho, dirigido por Alice Riff
- Filme sem Querer, dirigido por Lincoln Péricles
- Replikka, dirigido por Piratá Waurá e Heloisa Passos
- Sebastiana, dirigido por Pedro de Alencar
Melhor curta-metragem de animação
- A Tragédia da Lobo-Guará, dirigido por Kimberly Palermo
- Como Nasce um Rio, dirigido por Luma Flôres
- Mãe da Manhã, dirigido por Clara Trevisan
- Safo, dirigido por Rosana Urbes
- Seu Vô e a Baleia, dirigido por Mariana Elisabetsky
- Uma Menina, um Rio, dirigido por Renata Martins Alvarez
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