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Prêmio Grande Otelo acontece hoje; confira onde assistir e indicados

Filme "O Agente Secreto" é o favorito, com 18 indicações entre as 32 categorias

Foto dos troféus do Prêmio Grande Otelo
Premiação recebeu o nome em homenagem a Grande Otelo em 2024, em sua 23ª edição (Créditos: Divulgação/Rogerio Resende)

A 25ª edição do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, que reconhece as principais produções audiovisuais brasileiras e seus profissionais, acontece nesta terça-feira (4). Ela será realizada a partir das 20h15, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia.  A cerimônia será transmitida ao vivo e gratuitamente para todo o país através do canal […]

A 25ª edição do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, que reconhece as principais produções audiovisuais brasileiras e seus profissionais, acontece nesta terça-feira (4). Ela será realizada a partir das 20h15, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia. 

A cerimônia será transmitida ao vivo e gratuitamente para todo o país através do canal da Academia Brasileira de Cinema no YouTube, ou pela alternativa de TV fechada, no Canal Brasil.

Ao todo, serão entregues 32 prêmios. Segundo a organização, 31 vencedores são escolhidos pelos profissionais associados à Academia Brasileira de Cinema, enquanto um prêmio é definido por votação popular. A edição recebeu 287 inscrições, distribuídas da seguinte forma:

  • 162 longas-metragens;
  • 59 curtas-metragens;
  • 66 séries brasileiras.

Entre os longas inscritos, são 82 filmes de ficção, 59 documentários, sete produções infantis, quatro animações e dez filmes ibero-americanos – em uma disputa que reúne aproximadamente 2.140 profissionais.

O Agente Secreto é o favorito da noite

Indicado ao Oscar e premiado em Cannes, “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, é o favorito para levar troféus nesta edição. A produção recebeu 18 indicações, o maior número entre todos os concorrentes, nas seguintes categorias:

  • Melhor Longa-metragem de Ficção;
  • Melhor Direção;
  • Melhor Ator, com Wagner Moura;
  • Melhor Atriz, com Tânia Maria;
  • Melhor Roteiro Original;
  • Fotografia;
  • Montagem;
  • Direção de Arte;
  • Figurino;
  • Maquiagem;
  • Trilha Sonora;
  • Som;
  • Efeitos Visuais.

Alice Carvalho, Hermila Guedes, Carlos Francisco, Gabriel Leone e Robério Diógenes também foram indicados pelas atuações coadjuvantes.

Logo atrás no número de indicações aparecem “Homem com H”, de Esmir Filho; “O Filho de Mil Homens”, de Daniel Rezende; e “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, com 12 indicações cada, segundo a contagem divulgada pela Academia.

Quem é O Grande Otelo que dá nome ao prêmio?

Sebastião Bernardes de Souza Prata, conhecido como Grande Otelo, nasceu em 1915, em Uberlândia (MG), e se tornou um dos maiores nomes da cultura brasileira do século XX. Ele foi um dos principais rostos das chanchadas nas décadas de 1940 e 1950, especialmente em parceria com Oscarito, grande comediante da época. Ele também ajuda a dar prestígio artístico ao país com obras mais densas, como é o caso de Macunaíma (1969).

Grande Otelo no papel de Macunaíma, no filme homônimo do diretor Joaquim Pedro de Andrade (Créditos: Reprodução/Youtube/@Bruno)

Grande Otelo também teve um grande marco social devido ao contexto da época marcado pelo racismo estrutural. Ele foi um dos primeiros atores negros a alcançar popularidade nacional, o que ampliou a visibilidade de artistas afro-brasileiros.

O Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro leva seu nome justamente por seu peso histórico e simbólico. A premiação foi oficialmente rebatizada em 2024, na 23ª edição, para homenagear o ator, que é uma referência de excelência artística no país.

Confira os indicados da 25ª edição do Prêmio Grande Otelo

Melhor longa-metragem de ficção

  • Homem com H, de Esmir Filho
  • Manas, de Marianna Brennand
  • O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
  • O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende
  • O Último Azul, de Gabriel Mascaro

Melhor direção

  • Daniel Rezende, por O Filho de Mil Homens
  • Esmir Filho, por Homem com H
  • Gabriel Mascaro, por O Último Azul
  • Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto
  • Marianna Brennand, por Manas

Melhor atriz de longa-metragem

  • Camila Pitanga, como Sabina, por Malês
  • Carolina Dieckmann, como Kátia, por (Des)controle
  • Denise Weinberg, como Teresa, por O Último Azul
  • Jamilli Correa, como Marcielle, por Manas
  • Tânia Maria, como Dona Sebastiana, por O Agente Secreto

Melhor ator de longa-metragem

  • Antonio Pitanga, como Pacífico Licutan, por Malês
  • Ary Fontura, como Rodolfo, por Velhos Bandidos
  • Irandhir Santos, como Valério, por Os Enforcados
  • Jesuíta Barbosa, como Ney Matogrosso, por Homem com H
  • Rodrigo Santoro, como Crisóstomo, por O Filho de Mil Homens
  • Wagner Moura, como Marcelo, Armando e Fernando, por O Agente Secreto

Melhor atriz coadjuvante de longa-metragem

  • Alice Carvalho, como Fátima, por O Agente Secreto
  • Camila Márdila, como Simone, por A Natureza das Coisas Invisíveis
  • Dira Paes, como Aretha, por Manas
  • Grace Passô, como Maria, por O Filho de Mil Homens
  • Hermila Guedes, como Claudia, por O Agente Secreto

Melhor ator coadjuvante de longa-metragem

  • Adanilo, como Ludemir, por O Último Azul
  • Alejandro Claveaux, como Adriano, por Ruas da Glória
  • Augusto Madeira, como Doutor Batista, por Os Enforcados
  • Carlos Francisco, como Seu Alexandre, por O Agente Secreto
  • Gabriel Leone, como Bobbi, por O Agente Secreto
  • Robério Diógenes, como Delegado Euclides, por O Agente Secreto
  • Rodrigo Santoro, como Cadu, por O Último Azul
  • Rômulo Braga, como Marcílio, por Manas

Melhor roteiro original

  • Anna Muylaert, por A Melhor Mãe do Mundo
  • Esmir Filho, por Homem com H
  • Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Carolina Benevides, Antonia Pellegrino e Camila Agustini, por Manas
  • Gabriel Mascaro e Tibério Azul, por O Último Azul
  • Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto
  • Rafaela Camelo, por A Natureza das Coisas Invisíveis

Melhor roteiro adaptado

  • Aly Muritiba e Jessica Candal, por Barba Ensopada de Sangue
  • Bruno Bini, por Cinco Tipos de Medo
  • Daniel Rezende, por O Filho de Mil Homens
  • Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, por A Queda do Céu
  • Marco Dutra, por Enterre Seus Mortos
  • Wagner de Assis, por O Advogado de Deus

Melhor longa-metragem documentário

  • A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
  • Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa
  • Hora do Recreio, de Lucia Murat
  • Mambembe, de Fabio Meira
  • Ritas, de Oswaldo Santana e Karen Harley

Melhor longa-metragem de comédia

  • Agentes Muito Especiais, de Pedro Antonio
  • C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, de Halder Gomes
  • Sexa, de Gloria Pires
  • Sonhar com Leões, de Paolo Marinou-Blanco
  • Uma Mulher sem Filtro, de Arthur Fontes
  • Velhos Bandidos, de Claudio Torres

Melhor série brasileira de ficção

  • Ângela Diniz: Assassinada e Condenada – 1ª temporada
  • Beleza Fatal – 1ª temporada
  • Cangaço Novo – 2ª temporada
  • Emergência Radioativa – 1ª temporada
  • Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente – 1ª temporada

Melhor atriz de série de ficção

  • Adriana Esteves, como Cibele, por Os Outros
  • Alice Carvalho, como Dinorah, por Cangaço Novo
  • Bruna Linzmeyer, como Léa, por Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente
  • Camila Pitanga, como Lola, por Beleza Fatal
  • Marjorie Estiano, como Ângela Diniz, por Ângela Diniz: Assassinada e Condenada
  • Thainá Duarte, como Dilvânia, por Cangaço Novo

Melhor ator de série de ficção

  • Allan Souza Lima, como Ubaldo Vaqueiro, por Cangaço Novo
  • Chico Díaz, como Galego, por Os Donos do Jogo
  • Johnny Massaro, como Fernando, por Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente
  • Johnny Massaro, como Marcio, por Emergência Radioativa
  • Ravel Andrade, como Raul Seixas, por Raul Seixas – Eu Sou

Melhor primeira direção de longa-metragem

  • Douglas Soares, por Papagaios
  • Gloria Pires, por Sexa
  • Júlia Jordão, por Perfeitos Desconhecidos
  • Márcia Faria, por A Procura de Martina
  • Rafaela Camelo, por A Natureza das Coisas Invisíveis

Melhor filme ibero-americano

  • Belén, da Argentina, dirigido por Dolores Fonzi
  • La Misteriosa Mirada del Flamenco, do Chile, dirigido por Diego Céspedes
  • O Riso e a Faca, de Portugal, dirigido por Pedro Pinho
  • Pepe, da República Dominicana, dirigido por Nelson Carlo de los Santos Arias
  • Un Poeta, da Colômbia, dirigido por Simón Mesa Soto

Melhor longa-metragem de animação

  • Authentic Games no Império Desconectado, de Bruno Murtinho
  • Eu e Meu Avô Nihonjin, de Celia Catunda
  • Nosso Louco Amor, de Nelson Botter Jr.
  • Tainá e os Guardiões da Amazônia – Em Busca da Flecha Azul, de Alê Camargo e Jordan Nugem

Melhor longa-metragem infantil

  • Narciso, de Jeferson De
  • O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put
  • O Último Episódio, de Maurilio Martins
  • Os Dragões, de Gustavo Spolidoro
  • Thiago e Ísis e os Biomas do Brasil, de João Amorim

Melhor série brasileira de documentário

  • A Mulher da Casa Abandonada – 1ª temporada
  • Caçador de Marajás – 1ª temporada
  • Cazuza: Além da Música – 1ª temporada
  • Chico Anysio – Um Homem à Procura de um Personagem – temporada única
  • Congonhas: Tragédia Anunciada – temporada única
  • O Testamento: O Segredo de Anita Harley – temporada única

Melhor direção de fotografia

  • Azul Serra, por Homem com H
  • Azul Serra, por O Filho de Mil Homens
  • Evgenia Alexandrova, por O Agente Secreto
  • Guillermo Garza, por O Último Azul
  • Pierre de Kerchove, por Manas

Melhor montagem de ficção

  • Bruno Bini, por Cinco Tipos de Medo
  • Eduardo Serrano e Matheus Farias, por O Agente Secreto
  • Germano de Oliveira, por Homem com H
  • Isabela Monteiro de Castro, por Manas
  • Marcello Junqueira, por O Filho de Mil Homens

Melhor direção de arte

  • Dayse Barreto, por O Último Azul
  • Dina Salem Levy, por Um Lobo Entre os Cisnes
  • Marcos Pedroso, por Manas
  • Thales Junqueira, por Homem com H
  • Thales Junqueira, por O Agente Secreto

Melhor trilha sonora

  • André Abujamra e George Nahssen, por A Melhor Mãe do Mundo
  • Antonio Pinto e Barulhista, por Malês
  • Fabio Góes, por O Filho de Mil Homens
  • Guilherme Amabis, Mariana Amabis e Rica Amabis, por Homem com H
  • Tomaz Alves Souza e Mateus Alves, por O Agente Secreto

Melhor som

  • Ana Luiza Penna, Martín Grignaschi e Armando Torres Jr., por Homem com H
  • Lia Camargo, Toco Cerqueira e Alan Zilli, por O Filho de Mil Homens
  • Liliana Villaseñor, Heverson Batista, María Alejandra Rojas, Arturo Salazar RB e Vincent Sinceretti, por O Último Azul
  • Pedro Moreira, Moabe Filho, Tijn Hazen e Cyril Holtz, por O Agente Secreto
  • Valéria Ferro, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Armando Torres Jr., por Manas

Melhor figurino

  • Gabriella Marra, por Homem com H
  • Gabriella Marra, por O Último Azul
  • Kika Lopes, por Manas
  • Manuela Mello, por O Filho de Mil Homens
  • Rita Azevedo, por O Agente Secreto
  • Rô Nascimento, por Malês

Melhor maquiagem

  • Andrea Tristão, por Barba Ensopada de Sangue
  • Juliana Bolze, por O Último Azul
  • Marisa Amenta, por O Agente Secreto
  • Martín Macías Trujillo, por Homem com H
  • Martín Macías Trujillo, por O Filho de Mil Homens

Melhor efeito visual

  • Alexandre Boiron, Luuk Meijer e David Van Heeswijk, por O Agente Secreto
  • Claudio Peralta, por O Diário de Pilar na Amazônia
  • Eduardo Kurt, Magdalena Maia, Sofia Sussekind, Beatriz Paixão e Vandré Huppes, por O Último Azul
  • Juliano Storchi, por O Filho de Mil Homens
  • Massao Asaga, por Homem com H

Melhor montagem de documentário

  • André Felipe Silva e João Wainer, por Zico – O Samurai de Quintino
  • Cristina Amaral, por Ecos do Teatro Experimental do Negro
  • David Barker, Tina Baz, Nels Bangerter, Jordana Berg, Victor Miaciro e Eduardo Gripa, por Apocalipse nos Trópicos
  • Fabio Meira, Juliano Castro e Affonso Uchôa, por Mambembe
  • Jordana Berg, por Cazuza, Boas Novas
  • Oswaldo Santana, por Ritas

Melhor série brasileira de animação

  • As Aventuras de Tita – 1ª temporada
  • Esquadrão do Mar Azul – 2ª temporada
  • Esse É o Bicho! – 2ª temporada
  • Gnaks! – 1ª temporada
  • O Mundo sem Filtro de Any Malu – 1ª temporada
  • Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma – 3ª temporada
  • Senninha na Pista Maluca – 3ª temporada

Melhor curta-metragem de ficção

  • Amarela, dirigido por André Hayato Saito
  • Arame Farpado, dirigido por Gustavo de Carvalho
  • Boiuna, dirigido por Adriana de Faria
  • Klaustrofobia, dirigido por João Londres
  • Peixe Morto, dirigido por João Fontenele
  • Presépio, dirigido por Felipe Bibian

Melhor curta-metragem documentário

  • Cartas pela Paz, dirigido por Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger
  • Conselho, dirigido por Alice Riff
  • Filme sem Querer, dirigido por Lincoln Péricles
  • Replikka, dirigido por Piratá Waurá e Heloisa Passos
  • Sebastiana, dirigido por Pedro de Alencar

Melhor curta-metragem de animação

  • A Tragédia da Lobo-Guará, dirigido por Kimberly Palermo
  • Como Nasce um Rio, dirigido por Luma Flôres
  • Mãe da Manhã, dirigido por Clara Trevisan
  • Safo, dirigido por Rosana Urbes
  • Seu Vô e a Baleia, dirigido por Mariana Elisabetsky
  • Uma Menina, um Rio, dirigido por Renata Martins Alvarez

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