Nesta terça-feira (4), ocorreu a cerimônia do que pode ser considerado o “Oscar brasileiro”, o Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, que consolida artistas e produções nacionais do meio cinematográfico. A edição de 2026 celebrou os 25 anos de premiações da Academia Brasileira de Cinema e foi realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, […]
Nesta terça-feira (4), ocorreu a cerimônia do que pode ser considerado o “Oscar brasileiro”, o Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, que consolida artistas e produções nacionais do meio cinematográfico.
A edição de 2026 celebrou os 25 anos de premiações da Academia Brasileira de Cinema e foi realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, apresentada por Marieta Severo e Silvia Buarque, mãe e filha.
Homem com H leva mais prêmios e principal categoria termina em empate
Ney Matogrosso, que teve seu drama biográfico “Homem com H” indicado a várias categorias , fez a principal apresentação musical da noite. Ele cantou “O Tempo Não Para”, de Cazuza.
Falando do cantor, o longa sobre ele

Dira Paes após receber o troféu de Melhor Atriz Coadjuvante na cerimônia do Prêmio Grande Otelo de 2026 (Créditos: Reprodução/Instagram/@academia_brasileira_de_cinema)
foi o maior premiado da noite, com seis troféus, desbancando o favorito “O Agente Secreto” em quantidade. O filme foi premiado nas seguintes categorias:
- Melhor Filme pelo Voto Popular;
- Melhor Ator para Jesuíta Barbosa;
- Melhor Figurino;
- Melhor Maquiagem;
- Melhor Som;
- Melhor Trilha Sonora.
Já no principal troféu da edição, houve um empate pela primeira vez na premiação. Duas produções dividiram o troféu de Melhor Longa-Metragem de Ficção: “Manas”, de Marianna Brennand, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, receberam exatamente o mesmo número de votos da Academia.
Dira Paes trouxe um novo recorde no prêmio ao vencer como Melhor Atriz Coadjuvante em “Manas”, e chegou a quatro troféus de atuação, tornando-se a mulher mais premiada da história da premiação nessas categorias. Ela ultrapassou Laura Cardoso e Leandra Leal, que possuem três vitórias cada.
Confira todos os vencedores da 25° edição do Prêmio Grande Otelo
Melhor Longa-Metragem Ficção
- “Manas” – Marianna Brennand (Vencedor)
- “O Agente Secreto” – Kleber Mendonça Filho (Vencedor)
- “Homem com H” – Esmir Filho
- “O Filho de Mil Homens” – Daniel Rezende
- “O Último Azul” – Gabriel Mascaro
Melhor Filme pelo Voto Popular
- “Homem com H” – Esmir Filho (Vencedor)
Melhor Direção
- Marianna Brennand – “Manas” (Vencedora)
- Daniel Rezende – “O Filho de Mil Homens”
- Esmir Filho – “Homem com H”
- Gabriel Mascaro – “O Último Azul”
- Kleber Mendonça Filho – “O Agente Secreto”
Melhor Atriz de Longa-Metragem
- Denise Weinberg – Teresa em “O Último Azul” (Vencedora)
- Camila Pitanga – Sabina em “Malês”
- Carolina Dieckmann – Kátia em “(Des)controle ”
- Jamilli Correa – Marcielle em “Manas”
- Tânia Maria – Dona Sebastiana em “O Agente Secreto”
Melhor Ator de Longa-Metragem
- Jesuíta Barbosa – Ney Matogrosso em “Homem com H” (Vencedor)
- Antonio Pitanga – Pacífico Licutan em “Malês”
- Ary Fontoura – Rodolfo em “Velhos Bandidos”
- Irandhir Santos – Valério em “Os Enforcados”
- Rodrigo Santoro – Crisóstomo em “O Filho de Mil Homens”
- Wagner Moura – Marcelo, Armando e Fernando em “O Agente Secreto”
Melhor Atriz Coadjuvante
- Dira Paes – Aretha em “Manas” (Vencedora)
- Alice Carvalho – Fátima em “O Agente Secreto”
- Camila Márdila – Simone em “A Natureza das Coisas Invisíveis”
- Grace Passô – Maria em “O Filho de Mil Homens”
- Hermila Guedes – Claudia em “O Agente Secreto”
Melhor Ator Coadjuvante
- Rodrigo Santoro – Cadu em “O Último Azul” (Vencedor)
- Adanilo – Ludemir em “O Último Azul”
- Alejandro Claveaux – Adriano em “Ruas da Glória”
- Augusto Madeira – Doutor Batista em “Os Enforcados”
- Carlos Francisco – Seu Alexandre em “O Agente Secreto”
- Gabriel Leone – Bobbi em “O Agente Secreto”
- Robério Diógenes – Delegado Euclides em “O Agente Secreto”
- Rômulo Braga – Marcílio em “Manas”
Melhor Roteiro Original
- Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Carolina Benevides, Antonia Pellegrino e Camila Agustini – “Manas” (Vencedores)
- Anna Muylaert – “A Melhor Mãe do Mundo”
- Esmir Filho – “Homem com H”
- Gabriel Mascaro e Tibério Azul – “O Último Azul”
- Kleber Mendonça Filho – “O Agente Secreto”
- Rafaela Camelo – “A Natureza das Coisas Invisíveis”
Melhor Roteiro Adaptado
- Daniel Rezende – “O Filho de Mil Homens” (Vencedor)
- Aly Muritiba e Jessica Candal – “Barba Ensopada de Sangue”
- Bruno Bini – “Cinco Tipos de Medo”
- Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha – “A Queda do Céu”
- Marco Dutra – “Enterre Seus Mortos”
- Wagner de Assis – “O Advogado de Deus”
Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem
- Rafaela Camelo – “A Natureza das Coisas Invisíveis” (Vencedora)
- Douglas Soares – “Papagaios”
- Gloria Pires – “Sexa”
- Júlia Jordão – “Perfeitos Desconhecidos”
- Márcia Faria – “A Procura de Martina”
Melhor Direção de Fotografia
- Evgenia Alexandrova – “O Agente Secreto” (Vencedora)
- Azul Serra – “Homem com H”
- Azul Serra – “O Filho de Mil Homens”
- Guillermo Garza – “O Último Azul”
- Pierre de Kerchove – “Manas”
Melhor Direção de Arte
- Thales Junqueira – “O Agente Secreto” (Vencedor)
- Dayse Barreto – “O Último Azul”
- Dina Salem Levy – “Um Lobo Entre os Cisnes”
- Marcos Pedroso – “Manas”
- Thales Junqueira – “Homem com H”
Melhor Montagem de Ficção
- Isabela Monteiro de Castro – “Manas” (Vencedora)
- Bruno Bini – “Cinco Tipos de Medo”
- Eduardo Serrano e Matheus Farias – “O Agente Secreto”
- Germano de Oliveira – “Homem com H”
- Marcelo Junqueira – “O Filho de Mil Homens”
Melhor Som
- Ana Luiza Penna, Martín Grignaschi e Armando Torres Jr. – “Homem com H” (Vencedores)
- Lia Camargo, Toco Cerqueira e Alan Zilli – “O Filho de Mil Homens”
- Liliana Villaseñor, Heverson Batista, María Alejandra Rojas, Arturo Salazar RB e Vincent Sinceretti – “O Último Azul”
- Pedro Moreira, Moabe Filho, Tijn Hazen e Cyril Holtz – “O Agente Secreto”
- Valéria Ferro, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Armando Torres Jr. – “Manas”
Melhor Trilha Sonora
- Guilherme Amabis, Mariana Amabis e Rica Amabis – “Homem com H” (Vencedores)
- André Abujamra e George Nahssen – “A Melhor Mãe do Mundo”
- Antonio Pinto e Barulhista – “Malês”
- Fabio Góes – “O Filho de Mil Homens”
- Tomaz Alves Souza e Mateus Alves – “O Agente Secreto”
Melhor Figurino
- Gabriella Marra – “Homem com H” (Vencedora)
- Gabriella Marra – “O Último Azul”
- Kika Lopes – “Manas”
- Manuela Mello – “O Filho de Mil Homens”
- Rita Azevedo – “O Agente Secreto”
- Rô Nascimento – “Malês”
Melhor Maquiagem
- Martín Macías Trujillo – “Homem com H” (Vencedor)
- Andrea Tristão – “Barba Ensopada de Sangue”
- Juliana Bolze – “O Último Azul”
- Marisa Amenta – “O Agente Secreto”
- Martín Macías Trujillo – “O Filho de Mil Homens”
Melhor Efeito Visual
- Alexandre Boiron, Luuk Meijer e David Van Heeswijk – “O Agente Secreto” (Vencedores)
- Claudio Peralta – “O Diário de Pilar na Amazônia”
- Eduardo Kurt, Magdalena Maia, Sofia Sussekind, Beatriz Paixão e Vandré Huppes – “O Último Azul”
- Juliano Storchi – “O Filho de Mil Homens”
- Massao Asaga – “Homem com H”
Melhor Longa-Metragem Documentário
- “Apocalipse nos Trópicos” – Petra Costa (Vencedor)
- “A Queda do Céu” – Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
- “Hora do Recreio” – Lucia Murat
- “Mambembe” – Fabio Meira
- “Ritas” – Oswaldo Santana e Karen Harley
Melhor Montagem de Documentário
- David Barker, Tina Baz, Nels Bangerter, Jordana Berg, Victor Miaciro e Eduardo Gripa – “Apocalipse nos Trópicos” (Vencedores)
- André Felipe Silva e João Wainer – “Zico: O Samurai de Quintino”
- Cristina Amaral – “Ecos do Teatro Experimental do Negro”
- Fabio Meira, Juliano Castro e Affonso Uchôa – “Mambembe”
- Jordana Berg – “Cazuza, Boas Novas”
- Oswaldo Santana – “Ritas”
Melhor Longa-Metragem Comédia
- “Velhos Bandidos” – Cláudio Torres (Vencedor)
- “Agentes Muito Especiais” – Pedro Antonio
- “C.I.C. – Central de Inteligência Cearense” – Halder Gomes
- “Sexa” – Gloria Pires
- “Sonhar com os Leões” – Paolo Marinou-Blanco
- “Uma Mulher sem Filtro” – Arthur Fontes
Melhor Longa-Metragem Infantil
- “O Diário de Pilar na Amazônia” – Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put (Vencedor)
- “Narciso” – Jeferson De
- “O Último Episódio” – Maurilio Martins
- “Os Dragões” – Gustavo Spolidoro
- “Thiago e Ísis e os Biomas do Brasil” – João Amorim
Melhor Longa-Metragem Animação
- “Tainá e os Guardiões da Amazônia: Em Busca da Flecha Azul” – Alê Camargo e Jordan Nugem (Vencedor)
- “Authentic Games no Império Desconectado” – Bruno Murtinho
- “Eu e Meu Avô Nihonjin” – Celia Catunda
- “Nosso Louco Amor” – Nelson Botter Jr.
Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano
- “O Riso e a Faca” – Portugal (Vencedor)
- “Belén” – Argentina (Vencedor)
- “La Misteriosa Mirada del Flamenco” – Chile
- “Pepe” – República Dominicana
- “Un Poeta” – Colômbia
Melhor Série Brasileira de Ficção para TV Aberta, TV Paga ou Streaming
- “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente” – 1ª temporada (Vencedora)
- “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada” – 1ª temporada
- “Beleza Fatal” – 1ª temporada
- “Cangaço Novo” – 2ª temporada
- “Emergência Radioativa” – 1ª temporada
Melhor Atriz em Série de Ficção para TV Aberta, TV Paga ou Streaming
- Alice Carvalho – Dinorah em “Cangaço Novo” (Vencedora)
- Adriana Esteves – Cibele em “Os Outros”
- Bruna Linzmeyer – Léa em “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”
- Camila Pitanga – Lola em “Beleza Fatal”
- Marjorie Estiano – Ângela Diniz em “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”
- Thainá Duarte – Dilvânia em “Cangaço Novo”
Melhor Ator em Série de Ficção para TV Aberta, TV Paga ou Streaming
- Johnny Massaro – Fernando em “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente” (Vencedor)
- Allan Souza Lima – Ubaldo Vaqueiro em “Cangaço Novo”
- Chico Díaz – Galego em “Os Donos do Jogo”
- Johnny Massaro – Márcio em “Emergência Radioativa”
- Ravel Andrade – Raul Seixas em “Raul Seixas: Eu Sou”
Melhor Série Brasileira de Documentário para TV Aberta, TV Paga ou Streaming
- “Caçador de Marajás” – 1ª temporada (Vencedora)
- “A Mulher da Casa Abandonada” – 1ª temporada
- “Cazuza: Além da Música” – 1ª temporada
- “Chico Anysio: Um Homem à Procura de um Personagem” – temporada única
- “Congonhas: Tragédia Anunciada” – temporada única
- “O Testamento: O Segredo de Anita Harley” – temporada única
Melhor Série Brasileira de Animação para TV Aberta, TV Paga ou Streaming
- “Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma” – 3ª temporada (Vencedora)
- “As Aventuras de Tita” – 1ª temporada
- “Esquadrão do Mar Azul” – 2ª temporada
- “Esse É o Bicho!” – 2ª temporada
- “Gnaks!” – 1ª temporada
- “O Mundo sem Filtro de Any Malu” – 1ª temporada
- “Senninha na Pista Maluca” – 3ª temporada
Melhor Curta-Metragem Ficção
- “Amarela” (Vencedor)
- “Arame Farpado”
- “Boiuna”
- “Klaustrofobia”
- “Peixe Morto”
- “Presépio”
Melhor Curta-Metragem Documentário
- “Sebastiana” (Vencedor)
- “Cartas pela Paz”
- “Conselho”
- “Filme sem Querer”
- “Replikka”
Melhor Curta-Metragem Animação
- “A Tragédia da Lobo-Guará” (Vencedor)
- “Como Nasce um Rio”
- “Mãe da Manhã”
- “Safo”
- “Seu Vô e a Baleia”
- “Uma Menina, um Rio”
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