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Miró: cores, formas e símbolos em exposição em São Paulo

MAB FAAP exibe mais de 100 obras originais do artista espanhol até 12 de outubro

Obra 2 + 5 = 7.(1965). (Crédito: divulgação/Instituto Totex)

O uso marcante das cores primárias, as formas e os símbolos das obras do artista catalão Joan Miró (1893-1983) podem ser observadas na mostra internacional “Miró: Mestre das Formas”, em cartaz em São Paulo até 12 de outubro. Estão expostas mais de 100 obras originais do artista entre pinturas, gravuras, esculturas, tapeçarias e fotografias históricas, incluindo peças inéditas no Brasil e que nunca tinham saído da Espanha.

O uso marcante das cores primárias, as formas e os símbolos das obras do artista catalão Joan Miró (1893-1983) podem ser observadas na mostra internacional “Miró: Mestre das Formas”, em cartaz em São Paulo até 12 de outubro. Estão expostas mais de 100 obras originais do artista entre pinturas, gravuras, esculturas, tapeçarias e fotografias históricas, incluindo peças inéditas no Brasil e que nunca tinham saído da Espanha.

As obras são de 14 coleções particulares, da Fundação Miró de Barcelona, da Fundação Miró de Mallorca, do Museu de Arte Contemporânea de Mallorca e da própria família Miró. A curadoria é do espanhol Jordi J. Clavero, que é curador da Fundação Miró de Barcelona, e a realização é do Instituto Totex.

Roberto Souza Leão, CEO do Instituto Totex, explica que a exposição mostra cinco décadas de trabalho de produção artística de Miró e permite que o visitante compreenda a versatilidade dele. “Em cada momento, o público vai ter obras específicas e especiais, desde as obras que ele fez quando ele passou pela Guerra Civil Espanhola e pela Segunda Guerra Mundial, até a explosão surrealista com as obras que são mais conhecidas do público”, afirmou ao Portal Tela.

“Também temos esculturas pouco conhecidas, feitas com objetos, que são raríssimas de encontrar fora da Espanha, além das figuras pretas que ele fez, as obras finais, a coleção de insetos que representava a eternidade e ele imortaliza o próprio trabalho quando faz isso no final da vida”, acrescenta.

Entre as obras inéditas no Brasil expostas estão Mont-roig III (1974), Jeune fille s’évadant (1967), Centenary of the Mourlot Print Studio (1953), Album 19 (1961) e Personnages, oiseaux, étoile (1978).

A mostra também conta com 30 fotografias raras feitas por Joaquim Gomis de momentos íntimos do cotidiano e processo criativo de Miró, além de vídeos que aprofundam aspectos da vida e obra do artista.

Joan Miró. Álbum 19 (1961). (Crédito: divulgação/Instituto Totex)

As tapeçarias

Oito das 15 tapeçarias de Miró estão na exposição em São Paulo. Os trabalhos são fruto de uma parceria entre Miró e tapeceiro Josep Rovo. “As grandes tapeçarias também são raríssimas, e por si só já seriam uma exposição”, comenta Roberto.

Na época em que se conheceram, Miró tinha 72 anos e Rovo, 22 anos. “Ele (Rovo) embarcava nessas inquietações, nessas novas pesquisas do Miró, para fazer obras em formatos diferentes. Foi quando Miró começou a fazer as tapeçarias”, conta.

Miró não era tapeceiro, mas era ele quem criava e definia a textura e os materiais. “E depois ele pintava muitas delas, dependendo do formato. Quem fazia esse processo de tecelagem, que duravam anos, era o Josep Royo com uma equipe de 15 tecelãs, todas mulheres”.

As oito tapeçarias que estão na exposição são as que Miró não conseguiu executar em vida. “Como ele já tinha tido uma conversa preliminar com Josep Royo, explicando como gostaria de fazer e como seriam essas tapeçarias, a família resolveu pôr em prática, confeccionando-as”, explica Roberto Leão.

Roberto conta que as tapeçarias estavam recolhidas por questão de segurança, desde que uma delas, que estava na cobertura da Torre 1 do World Trade Center de Nova York, foi destruída nos atentados de 11 de setembro de 2001. “A família recolheu e esses tapetes não eram mais expostos. Nós conseguimos trazer para o Brasil, é uma oportunidade única”, acrescenta.

A mostra está no MAB FAAP, em São Paulo, de terça a domingo, das 9h às 20h. Os ingressos estão à venda pela Internet ou na bilheteria do museu e custam R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada) de terça a sexta-feira. Aos sábados, domingos e feriados, custam R$ 60,00 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada).

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