O MASP irá nesta sexta-feira (11) um túnel subterrâneo que ligará seu prédio original, construído em 1968, à expansão inaugurada em 2025, o Edifício Pietro Maria Bardi.
A passagem contará com uma instalação permanente de Beatriz Milhazes, intitulada “Pietrolina”. O trabalho se estende por 98 metros e inclui uma pintura de 60 metros, acompanhada por elementos reflexivos na parede oposta, criando um ambiente imersivo ao longo do percurso. O nome “Pietrolina” homenageia Lina Bo Bardi e seu marido, Pietro Maria Bardi.
O prédio original, que abriga o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, leva o nome de Lina Bo Bardi, responsável por sua arquitetura. O edifício mais recente homenageia Pietro Maria Bardi, primeiro diretor artístico do museu.
A obra de expansão que deu origem ao Edifício Pietro Maria Bardi foi concluída em 2024, e as exposições foram abertas ao público em 28 de março de 2025.
A intervenção acrescentou mais de 7 mil metros quadrados ao complexo para ampliar a capacidade de receber visitantes, realizar exposições e desenvolver as atividades do museu.
Confira as exposições em cartaz no dia da abertura do túnel
Na sexta-feira de abertura do túnel, o Edifício Lina Bo Bardi contará com a mostra “Acervo em transformação”, apresentada no segundo andar sobre os cavaletes de cristal criados pela arquiteta. A seleção muda periodicamente, com empréstimos, aquisições e rotação de obras.
O prédio histórico também recebe a exposição “Carolina Caycedo: confluências”, que reúne trabalhos em fotografia, instalação, vídeo e desenho e aborda relações entre comunidades, território, rios e movimentos sociais latino-americanos. A mostra ficará em cartaz até 4 de outubro.
Estará aberta ainda “Damián Ortega: matéria e energia”, que termina no próximo domingo (13). A mostra percorre mais de três décadas da produção do artista mexicano, conhecido por desmontar e reorganizar objetos cotidianos em esculturas e instalações.
No Edifício Pietro Maria Bardi, estará em cartaz “Histórias latino-americanas”, exposição coletiva que ocupa cinco andares e investiga como a ideia de América Latina foi construída e disputada. A mostra aborda colonização, extrativismo, resistências indígenas e afrodescendentes, migrações e outras questões da região. Foi aberta ao público em 4 de setembro, com encerramento previsto para 31 de janeiro de 2027.
Também estará aberta a instalação “Sala de Vídeo: Claudia Martínez Garay”, com a obra “Y no podrán matarlo [E não poderão matá-lo]”, que retoma a história do líder indígena Túpac Amaru II por meio de vídeo e esculturas. A instalação fica em cartaz de 4 de setembro a 18 de outubro.
Por fim, no Vão Livre, embaixo do prédio original, o público encontrará “Sol Calero: Casa María Lionza”, um pavilhão inspirado em arquiteturas populares latino-americanas, com cores, pinturas e mosaicos.
Um único ingresso dá acesso a todas as exposições internas em cartaz no dia. Na sexta-feira, o funcionamento será das 10h às 21h, com entrada até as 20h. Antes das 18h, os ingressos custam R$ 85 (inteira) e R$ 42 (meia-entrada). A partir das 18h, a entrada é gratuita para todos.
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