Um dos principais eventos do meio cinematográfico brasileiro, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começa nesta quarta-feira (14) para convidados e na quinta-feira (15) para o público geral.
A 50ª edição reúne 380 títulos de 93 países, distribuídos por 57 salas de cinema entre os dias 15 e 29 de outubro.
James Gray abre a mostra com novo longa
A abertura oficial ocorre na quarta-feira, em um evento apenas para convidados, na Sala São Paulo, com “Tigre de Papel”, novo longa do diretor americano James Gray, responsável por filmes como Ad Astra: Rumo às Estrelas (2019), Z: A Cidade Perdida (2016) e Os Donos da Noite (2007).
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Antes do longa, será exibido “Sul de Teerã”, curta de Kleber Mendonça Filho, diretor de O Agente Secreto, indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2026. Filmada em Nova York, a produção acompanha o cineasta iraniano Jafar Panahi em reflexões sobre sua carreira, o cinema e a perseguição política sofrida em seu país.
Gray também participa, no dia 15, de uma conversa com Walter Salles e recebe o Prêmio Leon Cakoff. A homenagem será entregue ainda ao produtor português Paulo Branco e ao cineasta indiano S.S. Rajamouli.
Filmes nacionais
Entre os mais de 300 títulos que serão exibidos neste ano, 21 estão aptos a disputar uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional, incluindo o representante brasileiro “Feito Pipa”, de Allan Deberton, premiado em Berlim, Guadalajara e Cartagena.
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Mais de 70 produções nacionais integram a seleção, incluindo filmes que passaram por festivais como Cannes, Veneza, Berlim, Locarno e Roterdã.
Além das sessões, a edição lançou um acervo digital com informações sobre quase 12 mil filmes exibidos ao longo da história do festival, permitindo pesquisar obras, diretores, edições e países.
Mostra comemora 50ª edição
Neste ano, a mostra celebra sua 50ª edição, 49 anos após sua criação, em 1977, quando reuniu 22 filmes de 16 países no MASP, em plena ditadura militar.
Naquele ano, o documentário 25, sobre a independência de Moçambique, precisou entrar clandestinamente no Brasil em uma mala diplomática francesa para integrar a programação.
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