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Produção de K-dramas está em risco e setor pede apoio na Coreia do Sul

Número de séries sul-coreanas caiu cerca de 30% desde 2022; entidades culpam alta dos custos e concorrência do streaming

Ponte estaiada com pilares inclinados atravessa um rio sob céu azul. Ao fundo há prédios residenciais e um arranha-céu alto e afinado no topo.
Vista de Seul, capital da Coreia do Sul e cenário de inúmeros K-dramas (Crédito: Sebastian Hoering/Wikimedia Commons)

Doze associações culturais sul-coreanas pediram ao governo do país nesta quarta-feira (4) investimento e apoio à produção de séries de televisão, conhecidas como K-dramas, alertando que a base produtiva corre o risco de entrar em colapso na Coreia do Sul.

Os K-dramas fazem enorme sucesso no mundo todo. Mesmo assim, o número de produções recuou cerca de 30% em relação aos 141 títulos de 2022, de acordo com a Associação Coreana de Produção de Dramas.

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Três redes de televisão nacionais reduziram a produção de séries de 91 títulos em 2012 para 32 em 2023, e alguns canais deixaram de exibir séries durante a semana, afirmaram os grupos, que representam profissionais do setor, incluindo produtores, diretores, roteiristas, atores, diretores de fotografia e equipes de filmagem.

Os grupos atribuíram a retração ao aumento dos custos de produção, que relacionaram à concorrência com plataformas globais de streaming bem financiadas, à redução da capacidade de investimento das emissoras e à dificuldade em garantir os direitos de propriedade intelectual.

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Eles afirmaram que a receita publicitária, por si só, não era mais suficiente para cobrir os custos de produção, o que significa que reduzir a produção se tornou a escolha racional para as emissoras.

Os grupos criticaram o projeto de orçamento do governo para 2027, que cortará o financiamento do Ministério da Cultura para a transmissão de vídeo em 4,5 bilhões de won (US$3,35 milhões).

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