A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, realizada na Sapucaí, destacou homenagens e religiosidade. A Unidos da Tijuca abriu a festa com o enredo sobre Logun-Edé, um orixá respeitado, enquanto a Beija-Flor prestou tributo a Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, falecido em 2021. O Salgueiro, por sua vez, […]
A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, realizada na Sapucaí, destacou homenagens e religiosidade. A Unidos da Tijuca abriu a festa com o enredo sobre Logun-Edé, um orixá respeitado, enquanto a Beija-Flor prestou tributo a Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, falecido em 2021. O Salgueiro, por sua vez, explorou rituais de proteção de diversas culturas, incluindo tradições africanas, e a Vila Isabel encerrou a noite com um desfile que prometeu um passeio pelo mundo dos seres fantásticos.
A Unidos da Tijuca, sob a direção do carnavalesco Edson Pereira, trouxe uma narrativa sobre Logun-Edé, enfatizando sua representação como um guerreiro respeitado. A bateria Pura Cadência desfilou sem rainha, já que Lexa se afastou do cargo, mas a escola planeja uma homenagem à cantora. A Beija-Flor, com 14 títulos, homenageou Laíla, buscando humanizar sua trajetória e não transformá-lo em uma figura santificada, conforme afirmou o carnavalesco João Vitor Araújo.
O Salgueiro, com o enredo “Salgueiro de Corpo Fechado”, abordou a fé e religiosidade dos brasileiros, incluindo práticas de diferentes culturas. A narrativa se inspira em rituais de proteção que chegaram ao Brasil através de tradições africanas e indígenas. A Vila Isabel, com o tema “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”, trouxe um trem fantasma como carro abre-alas, incorporando lendas do folclore brasileiro e elementos urbanos.
Além disso, a Beija-Flor causou polêmica ao apresentar a alegoria de Jesus como mendigo, uma releitura que remete a um desfile de 1989. A escultura, coberta por um plástico preto, simbolizou a “vitória” do samba sobre a Igreja Católica. O desfile deste ano também refletiu uma forte presença de temas relacionados a religiões afro-brasileiras, com críticas nas redes sociais sobre a exaltação de figuras demoníacas e a percepção de que o carnaval se distanciou de tradições religiosas.
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