Em 2025, as sogras se tornaram protagonistas no cenário audiovisual brasileiro, desafiando estereótipos e ganhando destaque em diversas plataformas. O reality show “Ilhados com a sogra”, da Netflix, estreou sua segunda temporada em 2 de janeiro, superando até mesmo o sucesso de “Round 6” no ranking nacional. Além disso, a presença de Joselma e seu […]
Em 2025, as sogras se tornaram protagonistas no cenário audiovisual brasileiro, desafiando estereótipos e ganhando destaque em diversas plataformas. O reality show “Ilhados com a sogra”, da Netflix, estreou sua segunda temporada em 2 de janeiro, superando até mesmo o sucesso de “Round 6” no ranking nacional. Além disso, a presença de Joselma e seu genro, Guilherme, no Big Brother Brasil 25, reforça a nova imagem das sogras como figuras centrais em narrativas contemporâneas.
A psicanalista Carol Tilkian aponta que essa mudança de percepção se deve ao reconhecimento das sogras como aliadas nas dinâmicas familiares. Segundo ela, “sogras ajudam no cuidado dos filhos dos filhos” e podem mediar conflitos entre casais, desmistificando a ideia de que são intrusas. Essa nova abordagem é vista como uma resposta à construção cultural patriarcal que historicamente demonizou a figura da sogra.
A psicóloga Shenia Karlsson, que participa de “Ilhados com a sogra”, destaca que a figura da sogra é frequentemente estigmatizada, refletindo papéis de gênero que atribuem às mulheres a responsabilidade pelo bem-estar familiar. Ela ressalta que a chegada de um novo membro na família pode gerar ciúmes e inseguranças, levando a conflitos que são explorados em podcasts como “Se essa sogra fosse minha”, criado por Paloma Schreiber Jung.
O podcast, que começou como uma forma de compartilhar experiências familiares, atraiu um público diversificado, mesmo aqueles sem sogras. Paloma observa que a competição entre mulheres, alimentada por um machismo estrutural, intensifica as tensões nas relações familiares. O programa busca promover a empatia e a reflexão sobre as dinâmicas familiares, desafiando a narrativa tradicional que coloca sogras como vilãs.
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