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Morre Cleide Carvalho, jornalista de O GLOBO, aos 63 anos após luta contra o câncer

- Cleide Carvalho, jornalista de destaque, faleceu aos 63 anos após lutar contra câncer. - Conhecida por sua cobertura da Operação Lava Jato, destacou-se em O GLOBO. - Teve carreira diversificada, abordando temas como economia e questões indígenas. - Era generosa e exigente, sempre disposta a compartilhar conhecimento com colegas. - Sua morte gera luto entre amigos e admiradores, marcando a perda de uma grande profissional.

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Cleide Carvalho, jornalista reconhecida por sua dedicação e talento, teve uma trajetória marcante no jornalismo brasileiro. Formada pela Faculdade Cásper Líbero, ela começou sua carreira no setor bancário, mas logo percebeu que sua verdadeira vocação estava na investigação e na busca por informações relevantes. Com uma curiosidade insaciável, Cleide se destacou em veículos como a […]

Cleide Carvalho, jornalista reconhecida por sua dedicação e talento, teve uma trajetória marcante no jornalismo brasileiro. Formada pela Faculdade Cásper Líbero, ela começou sua carreira no setor bancário, mas logo percebeu que sua verdadeira vocação estava na investigação e na busca por informações relevantes. Com uma curiosidade insaciável, Cleide se destacou em veículos como a revista Exame e, principalmente, no jornal O GLOBO, onde consolidou sua carreira e se tornou uma referência na cobertura de pautas nacionais.

Com um faro aguçado para temas relevantes, Cleide denunciou o tráfico humano de adolescentes e dedicou-se à luta dos povos indígenas contra a exploração de suas terras. Sua atuação na Operação Lava Jato foi notável, realizando diversas viagens entre São Paulo e Curitiba em busca de informações exclusivas. Na era digital, ela foi fundamental na implantação do site de O GLOBO, coordenando coberturas históricas, como o desabamento da estação Pinheiros do Metrô e o assassinato do cartunista Glauco.

Além de sua competência profissional, Cleide era conhecida por sua generosidade em compartilhar conhecimentos e fontes com colegas. Como chefe, exigia rigor na apuração e frequentemente desafiava seus repórteres com perguntas instigantes. Sua paixão pelo jornalismo e sua capacidade de fazer amigos ao longo da carreira foram amplamente reconhecidas e admiradas por todos que tiveram a oportunidade de trabalhar com ela.

Diagnosticada com câncer há alguns anos, Cleide enfrentou o tratamento com coragem e continuou a produzir reportagens até o fim de sua vida. Faleceu aos 63 anos, no dia 14 de fevereiro, deixando um legado de amor pelo jornalismo, um marido, um filho e uma legião de amigos e admiradores que lamentam sua partida precoce.

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