O dançarino e coreógrafo Daniel Manzioni se despede do cargo de rei da bateria da Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé após 18 anos de reinado. Ele, que é o único homem à frente de uma bateria na disputa do carnaval de São Paulo, decidiu se afastar para cuidar de sua mãe, de 84 anos, […]
O dançarino e coreógrafo Daniel Manzioni se despede do cargo de rei da bateria da Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé após 18 anos de reinado. Ele, que é o único homem à frente de uma bateria na disputa do carnaval de São Paulo, decidiu se afastar para cuidar de sua mãe, de 84 anos, e se dedicar a projetos pessoais. Manzioni, que está no cargo desde 2007, foi reconhecido pelo Guiness Book como o primeiro rei de bateria da história do carnaval.
Em sua trajetória, Manzioni destacou a importância de ter uma “postura de homem profissional” e de colaborar com a rainha da bateria, enfatizando que o trabalho é coletivo. Ele conquistou o respeito de seus colegas em um espaço tradicionalmente ocupado por mulheres, sendo hoje considerado o “rei eterno” da bateria. Apesar de enfrentar preconceitos, ele sempre se manteve firme em sua paixão pelo samba e pela vida comunitária.
Manzioni expressou sua tristeza em se despedir, mas ressaltou que o samba deve acolher todos os tipos de pessoas. Ele espera que seu legado de respeito, carisma, samba no pé e humildade inspire as futuras gerações. O último desfile de Manzioni está agendado para 28 de fevereiro, às 3h20, no sambódromo do Anhembi, marcando a primeira noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo.
Embora não planeje retornar ao samba em breve, Manzioni afirmou que a Tatuapé sempre será sua escola. Ele se despede com um sentimento de dever cumprido, afirmando que não é um adeus definitivo, mas um “até breve”. A ordem dos desfiles foi definida pela Liga-SP, com a primeira noite ocorrendo na sexta-feira, 28 de fevereiro.
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