A jurada Ana Paula Alves Fernandes, professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), não lançou as notas do quesito samba-enredo de três das quatro escolas que desfilaram na terça-feira de Carnaval. Escolhida pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Ana Paula é jurada pela primeira […]
A jurada Ana Paula Alves Fernandes, professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), não lançou as notas do quesito samba-enredo de três das quatro escolas que desfilaram na terça-feira de Carnaval. Escolhida pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Ana Paula é jurada pela primeira vez e possui um currículo voltado para a cultura popular brasileira, especialmente o samba.
Ana Paula cursou mestrado e doutorado em Paris entre 2007 e 2018, defendendo teses sobre o Bumba-meu-boi e as representações do Brasil no século XXI. Durante sua estadia na França, ela também produziu shows de uma escola de samba parisiense e de um grupo de jongo local. No Brasil, participou de projetos para inventariar bens culturais em estados como Ceará e Pará.
No desfile, Ana Paula atribuiu nota 10 à escola Acadêmicos do Grande Rio, mas não registrou notas para Mocidade Independente de Padre Miguel, Paraíso do Tuiuti e Portela. Segundo o regulamento da Liesa, a maior nota dos demais jurados deve ser repetida, resultando em nota 10 para todas as quatro escolas. O enredo da Grande Rio, que abordava o Pará, coincide com o trabalho de Ana Paula na área cultural.
Em entrevista à TV Globo, a Liesa informou que Ana Paula justificou o esquecimento das notas e deixou em branco o espaço para assinatura. Todos os jurados recebem R$ 5,5 mil de cachê e são hospedados em um hotel durante os dias de desfile. O Manual do Julgador ressalta que os jurados devem manter distanciamento de influências externas durante a avaliação.
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