Antonio Fagundes, ator de 76 anos, se desculpou por um atraso em uma entrevista, explicando que foi por causa de um problema com o voo. Ele falou sobre sua peça “Dois de Nós”, que está em cartaz desde setembro de 2022 e discute machismo e empoderamento feminino. Fagundes percebeu que muitos homens se identificam com o personagem que ele interpreta, que questiona valores tradicionais. A peça já atraiu mais de 60 mil espectadores e gerou debates sobre relacionamentos. O ator também comentou sobre seu próximo filme, “Deus Ainda é Brasileiro”, que será lançado este ano e foi filmado em Alagoas. Ele relembrou discussões sobre a reeleição de Jair Bolsonaro durante a produção do filme. Fagundes falou sobre a importância de seguir os processos legais relacionados ao ex-presidente e mencionou a falta de espaço para escuta na sociedade. Ele criticou as mudanças na Globo, onde trabalhou por 44 anos, e expressou preocupação com a forma como a TV está se adaptando às redes sociais e a influência dos algoritmos no consumo de conteúdo.
Antonio Fagundes avalia recepção de peça e reflete sobre carreira e política
O ator Antonio Fagundes, 76 anos, se desculpou pelo atraso em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, atribuído a um problema com o voo. O renomado artista falou sobre a peça “Dois de Nós”, em cartaz desde setembro de 2022, que aborda temas como machismo e empoderamento feminino, e a identificação do público masculino com a desconstrução do personagem que interpreta.
Peça aborda machismo e gera reflexão no público
Com mais de 60 mil espectadores, a peça tem gerado debates sobre relacionamentos e papéis de gênero. Fagundes notou que homens se sentem particularmente impactados pela montagem, ao verem um “macho alfa” questionando seus próprios valores. “Eles estão vendo no palco esse mesmo cara que eles acham que é ‘o dono do mundo’, falando umas coisas interessantes”, afirmou o ator.
Ator comenta sobre novo filme e eleições de 2022
Fagundes também falou sobre seu próximo trabalho, o filme “Deus Ainda é Brasileiro”, de Cacá Diegues, que estreará neste ano. A produção foi realizada integralmente em Alagoas, um sonho do cineasta falecido. O ator relembrou questionamentos sobre a possibilidade de Bolsonaro ser reeleito durante a pré-produção do filme, em 2022.
Atores e a política: tolerância e escuta
Sobre a política atual, Fagundes comentou a importância de seguir os processos legais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, sem pressa para evitar questionamentos futuros. Ele também mencionou o paradoxo da tolerância, teoria de Karl Popper, e a falta de espaço para a escuta na sociedade.
Mudanças na Globo e futuro da TV
O ator, que deixou a Globo em 2020 após 44 anos, criticou a emissora por mudar o modelo de produção e perder talentos experientes. Ele defendeu a novela como patrimônio cultural e questionou a busca da TV aberta por imitar o ritmo acelerado das redes sociais. Fagundes também expressou preocupação com a influência dos algoritmos no consumo de conteúdo.
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