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Kenizé Mourad revela sua trajetória e reflexões sobre Palestina e identidade cultural

Kenizé Mourad, aos 85 anos, lança nova novela e reedição de obra sobre a opressão palestina, refletindo sobre sua rica herança e experiências.

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Kenizé Mourad, escritora e bisneta do sultão Murad V, lançou recentemente duas obras: a nova novela “En el país de los puros” e a reedição de “El perfume de nuestra tierra”. Ambas tratam da opressão dos palestinos e da situação atual no Oriente Médio. Aos oitenta e cinco anos, Mourad reflete sobre sua vida, marcada por experiências como jornalista. Nascida em Paris em 1939, ela perdeu a mãe durante a ocupação nazista e foi criada em um internato católico. Conheceu sua família otomana aos dezenove anos. Mourad acredita que sua formação multicultural a ajudou a se conectar com as pessoas durante suas reportagens, permitindo que os entrevistados se abrissem mais. Ela critica a intolerância em relação a opiniões sobre a Palestina e menciona ter enfrentado censura após publicar seu livro. Sua nova novela aborda o Paquistão, destacando a força das mulheres muçulmanas, enquanto a reedição de “El perfume de nuestra tierra” mostra a vida dos palestinos durante a Segunda Intifada, refletindo décadas de opressão e a falta de ação dos governos.

Kenizé Mourad, bisnieta do sultão Murad V e escritora, lançou recentemente duas obras: a nova novela “En el país de los puros” e a reeditação de “El perfume de nuestra tierra”. Ambas abordam a opressão dos palestinos e a situação atual no Oriente Médio.

Aos oitenta e cinco anos, Mourad reflete sobre sua trajetória marcada por experiências como jornalista e autora. Nascida em Paris em mil novecentos e trinta e nove, ela perdeu a mãe durante a ocupação nazista e foi criada em um internato católico. Em entrevista, ela compartilha que conheceu sua família otomana aos dezenove anos, quando foi recebida em um apartamento luxuoso, onde a chamaram de “princesa Kenizé”.

Mourad destaca que sua formação multicultural a ajudou a se conectar com as pessoas durante suas reportagens. Ela afirma que a empatia permitiu que os entrevistados se abrissem mais do que com outros jornalistas. A autora critica a crescente intolerância em relação a opiniões sobre a Palestina, mencionando que, após publicar seu livro, enfrentou censura em mídias francesas.

A nova novela “En el país de los puros” reflete sua visão sobre o Paquistão, um país que ela considera mal compreendido. Mourad enfatiza que as mulheres muçulmanas são frequentemente retratadas de forma negativa, mas, segundo ela, são figuras fortes e resilientes em suas sociedades.

A reedição de “El perfume de nuestra tierra” é relevante, pois retrata a vida cotidiana dos palestinos durante a Segunda Intifada. Mourad acredita que a situação atual é um reflexo de décadas de opressão, e que a falta de ação dos governos é uma mancha na consciência da humanidade.

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